Apreensões de drogas aumentam 62% nos oito primeiros meses do ano em SP

Quadrilha aliciava funcionários do Aeroporto de Viracopos para embarcar a droga nos aviões. Um policial militar e um civil estão entre os presos. Apreensões de drogas aumentam mais de 60% nos oito primeiros meses do ano
As apreensões de drogas aumentaram 62% nos oito primeiros meses do ano em São Paulo. Segundo a polícia, foram apreendidas 194 toneladas de cocaína, maconha e crack.
Nesta terça-feira (6), dois suspeitos morreram e 32 foram presos em uma operação contra o tráfico internacional de cocaína, em Campinas, no interior de São Paulo. A quadrilha aliciava funcionários do Aeroporto de Viracopos para embarcar a droga nos aviões. Um policial militar e um civil estão entre os presos.
Durante a ação, em julho do ano passado, a polícia interceptou o embarque de 49 quilos de cocaína, que um funcionário de uma empresa de logística tentava colocar clandestinamente no avião.
Os policiais federais monitoraram a ação da quadrilha por um ano e sete meses. “Esse grupo ele não trabalhava somente para as pessoas que eram proprietárias dessas drogas que nós identificamos, mas eles estavam abertos a prestar esse tipo de serviço para qualquer traficante que tivesse objetivo de enviar droga para o exterior”, disse Marcelo Ivo de Carvalho, delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF/SP.
Segundo a polícia, os criminosos trabalhavam com três grupos. Um com pessoas de fora do aeroporto, que tratavam direto com os traficantes. Outro grupo era de funcionários que trabalhavam no Aeroporto de Viracopos e que tinham acesso a áreas restritas. O último era formado por traficantes na Europa, que retiravam as drogas enviadas por Campinas.
A investigação descobriu que os funcionários aliciados recebiam até R$ 50 mil por carga enviada.
“Entre as pessoas aliciadas nós temos vigilantes, operadores de trator, operadores de rampa, pessoas responsáveis pela comida dos aviões. Eles sabiam exatamente o caminho que tinha que ser feito, quais as pessoas que eles precisavam contar para chegar com a droga até o avião e aí mostra o poder de influencia, como que eles colocam as pessoas no lugar certo”, disse Edson Geraldo de Souza, delegado chefe da delegacia em Campinas.
Sobre a operação em Campinas, a PF informou que as companhias aéreas não estão envolvidas. A concessionária Aeroportos do Brasil Viracopos disse que colaborou com as investigações.

By Midia ABC

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