A atriz Lua Blanco, famosa por seu papel como Roberta na novela Rebeldes Brasil, recebeu recentemente a notícia de que estava enfrentando um dos tipos de câncer mais prevalentes globalmente: o câncer intestinal. Ela faleceu no último domingo (18), aos 39 anos. Este tipo de câncer, também conhecido como colorretal, é o mesmo que levou à morte de Preta Gil em 2025.
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O câncer de intestino é amplamente comum no mundo, ocupando o terceiro lugar em incidência no Brasil. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), essa forma de câncer é a segunda mais frequente entre mulheres e a terceira entre homens.
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Falecimento ocorrendo dois meses após diagnóstico
Lua Blanco faleceu pouco mais de dois meses após ter sido diagnosticada com câncer colorretal. “Durante esse período, ela foi cercada pelo amor incondicional da família e amigos que estiveram ao seu lado durante toda a vida”, compartilhou seu irmão, Daniel Blanco, nas redes sociais.
“Ela partiu em paz, cheia de amor e com a certeza de que iria direto para os braços de Deus. Sua luz eterna sempre nos iluminará”, acrescentou ele.
Aumento preocupante nas mortes por câncer intestinal
Entre 2026 e 2040, as mortes causadas pelo câncer intestinal devem crescer 36,3% no Brasil. Essa previsão alarmante foi divulgada em 2025 em um estudo intitulado info.oncollect sobre Mortalidade por Câncer Colorretal – Projeção para os próximos 15 anos, realizado pela Fundação do Câncer.
A mortalidade desse tipo de câncer está diretamente relacionada ao estágio em que a doença é identificada.
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Compreendendo o câncer intestinal
O câncer intestinal refere-se a um tumor maligno que se forma no intestino grosso, conhecido como cólon e reto, segundo esclarecimentos do Inca. “Esse tipo de câncer geralmente se origina de pólipos, que são lesões benignas na parede do intestino”, detalha a instituição.
Na maioria das situações, não há uma causa específica identificada para o surgimento da doença. No entanto, o instituto alerta que o risco é maior entre pessoas que:
- apresentam sobrepeso;
- ingerem quantidades excessivas de carnes vermelhas, incluindo carne bovina, suína e ovina;
- consomem carnes processadas como bacon, presunto, mortadela, salame, peito de peru defumado, salsicha e linguiça;
- mantêm uma dieta pobre em fibras;
- são fumantes ou consomem álcool;
- não praticam atividades físicas (sedentarismo).
Apesar da sua natureza agressiva, o câncer colorretal pode ser tratado e muitas vezes curável quando detectado precocemente.
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Câncer sem sintomas: Fique atento aos sinais de alerta
Um dos grandes desafios relacionados ao câncer intestinal é seu diagnóstico precoce. O Inca ressalta que essa enfermidade não apresenta sintomas claros e frequentemente os sinais só surgem em estágios avançados da condição.
Sinais principais para ficar atento incluem:
- sangramento nas fezes;
- alterações nos hábitos intestinais (diarreia ou constipação);
- dores ou desconfortos abdominais;
- mudanças na aparência das fezes (fezes finas e achatadas ou em formato de fita);
- sintomas de fraqueza e anemia;
- perda inexplicável de peso;
- presença de massas abdominais (tumores).
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Dicas para prevenir o câncer intestinal
Adotar certos hábitos pode contribuir para a prevenção do câncer. A seguir estão algumas recomendações do Inca:
- praticar atividades físicas regularmente;
- reduzir o consumo de carnes processadas;
- limitar a ingestão de carne vermelha a no máximo 500 gramas cozidas por semana;
- priorizar alimentos vegetais como frutas, verduras, legumes e grãos na alimentação;
- não fumar;
- evitar bebidas alcoólicas.
Todas as informações apresentadas nesta matéria têm caráter educacional. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre saúde, recomenda-se consultar um profissional qualificado.




