Bares e restaurantes registram movimento moderado no 1º dia de funcionamento noturno em SP; setor pede ocupação de calçadas


Decreto da prefeitura autorizou ocupação de espaços públicos em quatro ruas da região central da cidade, como programa piloto fora dos estabelecimentos. Projeto funcionará nas ruas Major Sertório, Bento Freitas, General Jardim e José Paulo Mantovam Freire. Bar na Vila Madalena, na Zona Oeste de São Paulo, durante a primeira noite de atendimento noturno na capital paulista.
Celso Tavares/G1
A primeira noite de bares e restaurantes funcionando até as 22h em São Paulo é marcada por movimento moderado nesta quinta-feira (6) na Vila Madalena e no Itaim Bibi, regiões boêmias da capital paulista. 
Após autorização do governo do estado, a prefeitura publicou no Diário Oficial o decreto que estabelece as regras de funcionamento do setor na atual fase amarela do Plano São Paulo de flexibilização da economia, ampliando o atendimento para o período noturno.
De acordo com o decreto, o tempo de funcionamento dos estabelecimentos continua sendo de apenas 6 horas por dia, mas o horário por ser estendido até as 22h, não apenas até as 17h, como tinha sido determinado no início da retomada do setor.
Bar na esquina das ruas Manuel Guedes e Pedroso Alvarenga, no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo, na primeira noite de funcionamento do setor na pandemia.
Celso Tavares/G1
A mudança ocorre após reclamações do setor, que estava autorizado a atender os clientes apenas até as 17h. Com o novo decreto, o tempo de funcionamento permanece de 6h por dia, mas o horário poderá ser fracionado pelos estabelecimentos.
O novo decreto libera o funcionamento noturno, mas mantém as restrições de ocupação e protocolos de higiene que já precisavam ser seguidos. Os bares e restaurantes devem seguir as seguintes regras:
Ocupação máxima de 40% da capacidade do estabelecimento;
Distância de 2 metros entre as mesas e de 1,5 metro entre as pessoas;
Máximo de 6 pessoas por mesa;
Atendimento apenas para clientes sentados;
Uso obrigatório de máscaras por clientes e funcionários no estabelecimento. (Apenas quando estiver sentado em sua mesa, o cliente poderá deixar de utilizar a máscara);
Proibir aglomerações ;
Disponibilizar álcool gel para higienização das mãos;
Barreiras de acrílico devem ser instaladas nos caixas e balcões de alimentos;
Temperos e condimentos devem ser fornecidos em sachês;
Cardápios deverão ser disponibilizados digitalmente ou em quadros na parede.
Recepcionista mede temperatura de clientes em bar na Vila Madalena, durante a primeira noite de funcionamento do setor durante a pandemia.
Celso Tavares/G1
Atendimento na calçada
Depois da pressão para reabertura noturna, os comerciantes do setor querem agora que a prefeitura estenda para toda a cidade a autorização para colocar mesas e cadeiras nas calçadas.
Os comerciantes da Vila Madalena já apresentaram à prefeitura um projeto para ocupação das calçadas na rua Aspicuelta. A ideia é apoiada no projeto piloto da própria prefeitura, que no decreto desta quinta-feira (6) autorizou comerciantes de quatro ruas do Centro da capital a colocarem mesas nas ruas.
Prefeitura de SP publica decreto que libera ocupação de calçadas por bares e restaurantes
O projeto piloto funcionará nas ruas Major Sertório, Bento Freitas, General Jardim e José Paulo Mantovam Freire. O decreto do prefeito estabelece que as mesas poderão ficar exclusivamente em local antes destinado ao estacionamento de veículos e em esquinas, com largura máxima de 2,20m (dois metros e vinte centímetros), contados a partir do alinhamento da guia.
Cada estabelecimento será responsável pela garantia do cumprimento do protocolo sanitário em sua área de atendimento e as adaptações vão ser pagas pela iniciativa privada.
O SP2 teve acesso ao projeto detalhado de tudo o que vai ser feito nessa região que fica bem perto da Praça da República (veja vídeo acima). Na rua General Jardim terá menos espaço para os carros e mais para as calçadas. As mesas e cadeiras ocupariam o espaço onde fica atualmente um ponto de táxi. E os taxistas se dizem preocupados.
“Há umas duas, três semanas atrás, que a gente tá voltando, tentando reiniciar os trabalhos, e aí a gente ficou sabendo disso aí. Mas ninguém falou nada, ninguém comunicou nada, inclusive os órgãos públicos. A gente ligou para a secretaria de transporte, que é o órgão responsável pelo táxi, e não tinha nada lá. E a gente só fica preocupado por isso porque aparentemente o projeto é bacana, é bonito, mas poxa, a gente só queria fazer parte do projeto também. E até onde o pessoal do comércio falou ia sair o ponto de táxi. Mas como assim, né? Vai sair o ponto de táxi? É nosso ganha pão. É nosso trabalho”, afirma Rafael Camello.
Na rua Major Sertório, umas das adaptações vai ser feita também com a ideia é ocupar as vagas de carros com mesas, cadeiras e sombrinhas.
Funcionária de bar da Vila Madalena, na Zona Oeste de SP, recebe clientes na primeira noite de funcionamento noturno do setor.
Celso Tavares/G1
As ruas Bento Freitas e a José Paulo Mantovam Freire, que fica embaixo do edifício Copan, também vão ser transformadas nesse projeto piloto.
“O objetivo do piloto também tem muito a ver com a questão da segurança, sob o ponto de vista da saúde pública. É criar protocolo específico da vigilância sanitária para que essa utilização não aumente o número de casos de Covid-19, a gente está numa situação de pandemia, e [precisa] gerar protocolos específicos para uso das áreas externas”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Fernando Chucre.
Bar na rua Aspicuelta, na Vila Madalena, recebe clientes na primeira noite de atendimento noturno em São Paulo.
Celso Tavares/G1
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