Boulos promete passe livre para desempregados, estudantes e mulheres com crianças de colo


Candidato do PSOL à Prefeitura de SP fez campanha na porta do Metrô Jabaquara, na Zona Sul, na manhã desta segunda (5). Ele criticou subsídio às empresas de transportes e defendeu tarifa zero com enfrentamento à corrupção no sistema. Boulos fez panfletagem na manhã desta segunda em frente à estação do Metrô
TV Globo/divulgação
O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, prometeu passe livre de ônibus municipal para desempregados, estudantes e mulheres com crianças de colo.
“Nós vamos fazer corredores, vamos aumentar a frota e, além disso, vamos fazer passe livre para desempregados, estudantes e mulheres com crianças de colo. Com isso, a gente vai poder melhorar a qualidade do transporte de quem sai dos fundões das periferias. Para fazer isso é preciso ter coragem de enfrentar a máfia das empresas de ônibus. Hoje o dinheiro está indo para lá. Quando o dinheiro público não vai para o ralo da corrupção, é possível melhorar muito o serviço”, disse Boulos.
O candidato fez campanha na manhã desta segunda-feira (5) na porta da estação Jabaquara da Linha 1-Azul do Metrô, na Zona Sul da cidade.
Ao conversar com eleitores e com a imprensa, ele criticou o subsídio dado às empresas de transportes coletivo por parte da gestão municipal e defendeu que é possível oferecer tarifa zero por meio do enfrentamento à corrupção no sistema de transporte.
Atualmente, estudantes pagam meia passagem e alguns, com confirmação de renda, têm direito a passe livre. O serviço, porém, está suspenso desde março, quando as aulas presenciais foram interrompidas devido à pandemia de Covid-19.
Boulos falou em usuários do transporte público durante agenda de campanha
TV Globo/reprodução
Corrupção
Boulos defendeu que a cidade tem condições financeiras de arcar com o transporte público e disse que irá analisar todos os contratos da gestão municipal com as empresas do setor para combater a corrupção nas empresas responsáveis pelo serviço.
“O custo hoje em subsidio está em R$ 4 bilhões. A Prefeitura tem R$ 17 bilhões parado em caixa. O problema não é o subsídio, é a caixa-preta que existe nas planilhas das empresas de ônibus. Já teve até auditoria, CPI na Câmara de Vereadores, que mostrou que é mais ou menos R$ 1 bilhão por ano que eles têm custo adicional, que as empresas recebem. O que tem na verdade é que enfrentar essa máfia, essa corrupção, para fazer com que o dinheiro vá para melhorar o transporte, e não para o bolso de empresário mafioso da área”, defendeu o candidato.
“Nós vamos botar lupa em cada um desses contratos. Se tirar os esquemas que têm aí, dá para melhorar muito e, a partir disso, chegar na tarifa zero”, disse Boulos.
“O problema não é dinheiro, o problema é que esse dinheiro está indo para o ralo da corrupção e de esquemas, como no caso das empresas de ônibus”, afirmou.

By Midia ABC

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