Consumidores reclamam de aumento nos preços do arroz e feijão na região de Sorocaba


Cestas básicas passaram a ser avaliadas em R$ 748, o que resultou em R$ 27 a mais. Consumidores reclamam de aumento nos preços do arroz e feijão na região de Sorocaba
Reprodução/TV TEM
É só passar o olho rapidamente pelos preços do arroz e feijão nas prateleiras dos supermercados em Sorocaba (SP) para perceber a diferença. Com os aumentos, as cestas básicas passaram a ser avaliadas em R$ 748, o que resultou em R$ 27 a mais.
Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o arroz acumulou alta de 23,1% nos últimos 12 meses. Já o feijão chegou a 21,1% a mais no mesmo período. Essa combinação refletiu no custo da cesta básica na cidade, como aponta uma pesquisa mensal feita por uma universidade.
O estudo também apontou que os alimentos, os produtos de limpeza e os de higiene pessoal ficaram 3,80% mais caros em agosto se comparados com julho. Em relação a agosto do ano passado, o aumento é ainda maior: R$ 140 a mais.
Para o consumidor, a sensação é de que o dinheiro está valendo menos, como conta o gerente de segurança Adenício Araújo.
“Antes, a gente passava no supermercado e via os preços, até com R$ 100 dava pra fazer uma boa compra. Hoje com R$ 100 você não compra nada”, diz.
Consumidores reclamam de aumento nos preços do arroz e feijão na região de Sorocaba
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Segundo o economista Marcos Canhada, a alta nos preços aconteceu pelos seguintes motivos: pandemia, alta do dólar e quebras de safras.
“As pessoas passaram a ficar mais em casa e comer mais em casa, o que significa mais consumo de arroz, óleo, feijão. Outro motivo é o câmbio, a moeda brasileira está desvalorizada. A falta de chuva também, a seca diminui também a oferta. Diminuindo a oferta, aumenta a demanda e acontece tudo isso”, explica.
Por isso, para segurar o preço nas prateleiras, a direção de um supermercado da cidade está negociando com fornecedores, segundo o gerente Cláudio Santos.
“Nós estamos comprando antecipadamente com os fornecedores, agregando um volume maior, tendo as ofertas internas, produtos de marcas próprias e anúncios nas redes sociais.”
O economista reforça ainda que os preços devem se manter altos até o fim do ano. Dessa forma, é necessário que o consumidor faça a sua parte. “É importante que o consumidor contribua, pesquise preços e procure não estocar alimentos”, completa.
Consumidores reclamam de aumento nos preços do arroz e feijão na região de Sorocaba
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By Midia ABC

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