
Decisão da prefeitura impede reinício das aulas de reforço, liberadas pelo governo estadual a partir de 8 de setembro. Decreto será publicado no sábado (5). Secretário de Assuntos Jurídicos de Campinas (SP), Peter Panutto, durante coletiva online nesta sexta-feira (4)
Reprodução/Facebook
A Prefeitura de Campinas (SP) informou nesta sexta-feira (4) que decidiu proibir, tanto na rede pública, com escolas municipais e estaduais, quanto nas unidades particulares, a retomada das aulas presenciais até 15 de setembro, quando a situação será reavaliada. Um decreto com a norma será publicado em versão extraordinária do Diário Oficial no sábado (5).
A decisão afeta a retomada das aulas de reforço nas escolas estaduais e particulares de ensino fundamental e médio, liberadas pelo governo estadual a partir de terça-feira (8). Na quarta-feira (2), o G1 mostrou que professores desaprovam essa possibilidade de reabertura de escolas.
Durante uma transmissão por rede social nesta sexta, o secretário de Assuntos Jurídicos de Campinas, Peter Panutto, explicou que o decreto será publicado justamente para evitar a retomada em 8 de setembro.
“A Secretaria de Educação do Estado publicou uma resolução facultando aos municípios que estejam a 28 dias na fase amarela, que é o nosso caso, a autorizar o retorno de algumas atividades. (…) Mas como o senhor [prefeito] coloca que há uma intenção dos pais de por ora não voltar, nós estamos publicando um decreto que, apesar dessa resolução, nós não estaremos retornando as atividades permitidas”, disse o secretário.
Prefeitura veta retomada de aulas antes de 15 de setembro em Campinas
Reprodução/EPTV
Segundo o prefeito Jonas Donizette (PSB), a decisão foi tomada após a administração municipal abrir uma consulta pública virtual que questiona pais e responsáveis se as crianças seriam mandadas para as aulas em caso de retorno das atividades.
A consulta termina na terça-feira, mas até quinta-feira (3), 15 mil pessoas acessaram a plataforma e, segundo o prefeito, 82% responderam que não levariam os alunos.
“Nos próximos 15 dias nós não teremos qualquer volta presencial de aula. Não terá. E aí nós vamos avaliar. (…) Lembrando que nós temos uma decisão que foi tomada na câmara temática de educação, que reúne as 20 cidades da região metropolitana, indicando o não retorno”, disse Jonas.
O prefeito afirmou que também que donos de escolas particulares indicam a vontade de retomar as atividades, mas que conversou com professores e diretores de escolas públicas e particulares, que relatam insegurança com a possibilidade do retorno das atividades presenciais.
Prorrogação da quarentena
O secretário de Assuntos Jurídicos de Campinas adiantou que o mesmo decreto também vai estabelecer a prorrogação da quarentena para combate ao novo coronavírus. O atual prazo vence em 6 de setembro.
A prorrogação foi confirmada pelo prefeito na quinta-feira, durante um vídeo gravado em frente ao Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista.
“Vamos estender a quarentena. Enquanto não tivermos uma vacina, não vamos ter uma situação completamente segura. Não traz nenhum tipo de restrição, a única coisa são OS cuidados de distanciamento, uso da máscara, higienização, que todos devem manter. Se continuarmos assim vamos melhorando nossos números”, falou o chefe do Executivo, na quinta.
Infográfico mostra os sintomas da Covid-19
G1
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