
Trabalhadores dependem da compra de recicláveis, como cobre, alumínio, ferro, aço, papelão e plástico. Pandemia afetou disponibilização dos materiais para catadores. Comerciantes de sucata tiveram queda de até 50% na demanda de materiais
Comerciantes de sucatas de Campinas (SP) relatam queda de 30% a 50% na movimentação de materiais recicláveis. A oferta de cobre, alumínio, ferro, aço, papelão e plástico diminuiu durante a quarentena contra o avanço da Covid-19.
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A pandemia afetou a geração desses produtos, e os trabalhadores dependem também do volume coletado por catadores de recicláveis. Por conta da suspensão do serviço de coleta seletiva, os produtos passaram a ser descartados junto com o lixo comum.
“A gente teve uma queda de mais ou menos de 30% na parte de venda do material, do meu varejo, e também queda na compra de resíduos que essas empresas geram”, conta Anderson Fernandes.
Já são 20 anos trabalhando com sucata de metal. Fernandes explica que conseguiu equilibrar as contas, em parte, por conta da alta no valor do produto no mercado.
“A maioria desses produtos aqui no Brasil, a gente acaba exportando. Então, eles são cotados a preço de dólar”.
Comércio de sucata de metal sofreu queda na movimentação por causa da quarentena em Campinas
Reprodução/EPTV
Mas o cenário ainda pior para quem trabalha com venda para pessoa física. Com queda de 50%, outro ferro-velho da cidade, que trabalha com materiais recicláveis diversos, relatou dificuldades.
“Das empresas que a gente trabalha, a que não parou, diminuiu bastante de produção. Isso acabou afetando a gente na compra e na venda. […] A nossa expectativa é que volte o quanto antes, porque do jeito que está, está difícil”, afirma o comerciante Fábio Bertucchi.
Sucatas de diversos materiais tiveram volume reduzido em Campinas na quarentena da Covid-19.
Reprodução/EPTV
Campinas está na fase 3 amarela do Plano São Paulo de retomada na economia. Em março, a prefeitura suspendeu a coleta seletiva, mas manteve os ecopontos funcionando.
Mesmo assim, a quarentena prejudicou muito os catadores. Eles chegaram a fazer um protesto na última sexta-feira (14). Na ocasião, a administração municipal informou que as atividades podem ser retomadas na primeira quinzena de setembro.
Formas erradas e corretas de usar máscara de proteção contra o coronavírus
Arte/G1
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