
Prefeitura informou que estrutura permanecerá montada e pode voltar a ser usada se houver necessidade. Pacientes que estiverem no vão para outras unidades da Rede Mário Gatti. Leitos do hospital de campanha de Campinas será desativado em 13 de agosto
Osvaldo Furiatto/Arquivo
O Hospital de Campanha de Campinas (SP) vai parar de receber novos pacientes a partir de quinta-feira (6), segundo a prefeitura. A desativação da unidade está prevista para o próximo dia 13 e os moradores que ainda estiverem internados vão para outras unidades da Rede Mário Gatti.
Segundo a prefeitura, 37 dos 84 leitos do Hospital de Campanha estão ocupados nesta quarta (5). “No dia 13, as operações serão interrompidas e os pacientes que, porventura, ainda estiverem lá serão transferidos para outras unidades da Rede Mário Gatti, que têm leitos de retaguarda disponíveis”.
A Rede Mário Gatti afirmou que vai manter a estrutura física montada caso precise retomar as internações no local, “mas o Instituto que estava fazendo a operação das unidades irá encerrar as atividades”. Todos os leitos do hospital de campanha são de retaguarda (para casos menos complexos).
Na terça-feira, Campinas registrou ocupação de 76,64% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para pacientes com novo coronavírus em toda a rede de saúde. Dos 411 leitos, havia 315 ocupados e 96 disponíveis, vinte a mais do que na segunda-feira (3).
11/05: Hospital de campanha de Campinas
Bianca Rosa/EPTV
Segundo o balanço de terça, a cidade confirmou mais 20 mortes por coronavírus e chegou a um total de 751 óbitos. O número de pessoas infectadas teve aumento de 448 casos, o que fez com que o balanço subisse para 19.443 registros da Covid-19 no município.
Funcionamento por três meses
O hospital começou a receber pacientes em 15 de maio. O espaço abrigava 36 leitos e, posteriormente, mais 48 foram preparados no prédio da sede dos Patrulheiros. A desativação neste mês já havia sido prevista pela prefeitura em julho.
“É um processo, o contrato ainda vai até agosto. Por questões trabalhistas e econômicas, vamos precisar ter essa posição e será tomada com responsabilidade. A gente faz as coisas com o critério que a Saúde nos informa. Será uma desativação gradual e responsável”, afirmou o prefeito Jonas Donizette (PSB), na em 22 de julho.
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