
Prefeituras de Mogi Guaçu, Americana e Hortolândia relataram que continuam com unidades exclusivas. Campinas e outros municípios alegam queda na pressão no sistema de saúde. Campinas, Limeira e Valinhos desativam serviços exclusivos à Covid-19
A tendência de redução no número de novos casos e mortes de Covid-19 na região de Campinas (SP) tem impactado as prefeituras de maneira diferente sobre manter ou desmobilizar estruturas que foram destinadas ao tratamento da Covid-19. Mogi Guaçu, Hortolândia e Americana decidiram seguir com suas unidades exclusivas por enquanto, mas a metrópole e Valinhos, por exemplo, já reduziram os leitos com esse destino.
“A média móvel de casos e de internações, e também de mortalidade vem caindo, com isso nós estamos nos adaptando também do ponto de vista da estrutura. Mas, eu sempre digo, isso de jeito nenhum é motivo para que nós tenhamos qualquer triunfalismo no que estamos fazendo. Essa epidemia mostrou que é severa, é agressiva”, afirmou o secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza.
Nos 31 municípios da área de cobertura do G1 Campinas, mais de 69,3 mil pessoas já foram infectadas e o número de óbitos passou de 2,2 mil até o fim da manhã desta quinta-feira (10).
O Governo do Estado de São Paulo até afirmou que a curva está caindo no interior e em outras regiões, e que a pandemia está perdendo a força. Mas reforçou que isso se deve às medidas de proteção e combate à Covid-19.
26 equipes Covid em Mogi Guaçu
De acordo com a Secretaria de Saúde do município, o Hospital Municipal Dr. Tabajara Ramos foi destinado para atendimento exclusivo de casos graves do novo coronavírus.
A cidade já teve 2.175 confirmações de casos positivos, com 70 mortes por Covid-19.
“Todas as 26 equipes de saúde disponíveis no município iniciaram o monitoramento de pacientes com sintomas de coronavírus no dia 22 de março, quando houve a paralisação de atendimentos eletivos. Estas equipes continuarão realizando este acompanhamento, entretanto há um estudo para a retomada de atendimentos eletivos.”, disse a administração municipal em nota.
Enfermaria e suporte avançado em Americana
O pronto-atendimento para Covid-19 no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, que inclui leitos de enfermaria e de suporte avançado, começou a funcionar em 2 de junho e segue com atendimentos de sintomáticos.
A demanda está menor do que há dois meses, segundo a prefeitura.
Ao todo, 5.804 pessoas passaram por consulta médica nesta unidade entre 2 de junho e 31 de agosto. Desse total, 240 pacientes precisaram ser internados, sendo 172 na ala de enfermaria e 68 na de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“Além disso, o município também adaptou uma de suas unidades básicas de saúde em hospital de campanha, porém este ainda não precisou ser utilizado.”, informou em nota. O hospital de campanha foi inaugurado em 29 de junho.
Pronto Atendimento Covid-19 em Americana
Marilia Pierre
Unidade respiratória em Hortolândia
A Unidade Respiratória (UR) na Unidade de Pronto-Atendimento 24h (UPA Nova Hortolândia) começou a funcionar no início da pandemia e não tem data prevista para ser desativada, segundo a administração municipal.
As consultas na UR no ambulatório para Covid-19 recebem de 100 a 150 pacientes por dia, inclusive com coleta de exames Swab e RT-PCR para casos suspeitos do novo coronavírus.
“A UR conta com 20 leitos de suporte ventilatório habilitados junto ao Ministério da Saúde. A média de ocupação dos leitos tem variado de 50% a 70%. Nos últimos dias, entre 10 a 15 pacientes ocuparam os leitos, o que ainda não possibilita a desativação da unidade.”, disse a Secretaria de Saúde do município.
Desmobilizações em Campinas e Valinhos
Além do hospital de campanha para Covid-19 de Campinas, que deixou de receber novos pacientes em agosto e fechou, a UPA Carlos Lourenço voltou aos atendimentos de rotina e o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti já teve 14 leitos revertidos para o tratamento de outros problemas de saúde.
“Eu pretendo nesse mês de setembro voltar ao numero de leitos de UTI não Covid que tínhamos antes da pandemia”, afirmou o secretário Carmino de Souza.
Hospital de campanha de Campinas chegou a ser ampliado para atender demanda de pacientes com sintomas de Covid-19
Osvaldo Furiatto
As unidades da metrópole atenderam moradores e também pacientes de outras cidades, e houve necessidade de transferência para hospitais fora da região, como o Hospital de Campanha do Ibirapuera.
Entre agosto e setembro, o número de pacientes da região que foram para a unidade na capital passou de 31 para seis.
Além de Campinas, Valinhos, cidade vizinha, também já não conta mais com parte da estrutura destinada à Covid-19. O Centro de Apoio e Triagem criado em julho teve grande movimentação no período mais crítico e funcionou até 4 de setembro, segundo a prefeitura. Foi desativado por causa da baixa procura.
A estrutura de apoio na UPA com tendas do Exército, no entanto, segue em funcionamento e centraliza atualmente os atendimentos de sintomáticos do coronavírus.
Tenta do Exército na UPA de Valinhos para tratamento Covid
Dominique Torquato/Prefeitura de Valinhos
Formas erradas e corretas de usar máscara de proteção contra o coronavírus
Arte/G1
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