
Estrutura passa por desinfecção e permanecerá montada, caso reabertura seja necessária. Ao todo, 614 moradores com novo coronavírus foram atendidos em três meses de funcionamento. Hospital de campanha de Campinas, em foto de 11 de maio
Bianca Rosa/EPTV
Após 614 pessoas atendidas e 28 mortes por novo coronavírus, o Hospital de Campanha de Campinas (SP) foi desativado pela prefeitura. Os últimos internados receberam alta na terça-feira (11), segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
A desativação ocorreu um dia antes do previsto. A unidade já tinha parado de receber novos pacientes em 6 de agosto e, agora, passa por uma desinfecção geral. A estrutura permanecerá montada caso haja necessidade de reabertura.
Quando deixou de receber novos pacientes, a unidade contava com 27 pessoas internadas. A expectativa era que elas fossem remanejadas para leitos de retaguarda disponíveis na Rede Mário Gatti, mas a prefeitura informou que todos os 27 moradores receberam alta.
Ao todo, o hospital contava com 84 leitos de retaguarda e foi inaugurado em 15 de maio. A estrutura foi montada no ginásio dos Patrulheiros, perto do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. O contrato com o Instituto Bom Jesus, que forneceu os funcionários para operação, encerra na quinta-feira (13).
Atuaram na unidade 105 técnicos de enfermagem, 38 enfermeiros, oito médicos durante o dia, sete médicos de noite, dois assistentes sociais, dois profissionais administrativos, nove auxiliares de farmácia, quatro farmacêuticos, três fisioterapeutas, um fonoaudiologista, um gerente administrativo, dois nutricionistas, um psicólogo e seis profissionais de apoio operacional.
Funcionamento por três meses
Quando começou a receber pacientes, em 15 de maio, o espaço abrigava 36 leitos. Posteriormente, mais 48 foram preparados no prédio da sede dos Patrulheiros. A desativação neste mês já havia sido prevista pela prefeitura em julho.
Em 22 de julho, o prefeito Jonas Donizette (PSB) informou que o contrato com o instituto seria encerrado neste mês.
“É um processo, o contrato ainda vai até agosto. Por questões trabalhistas e econômicas, vamos precisar ter essa posição e será tomada com responsabilidade. A gente faz as coisas com o critério que a Saúde nos informa. Será uma desativação gradual e responsável”.
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