
Crime foi registrado em outubro de 2017, em Araçatuba (SP). Policial civil foi morto durante ação. Local que foi explodido pelos criminosos em Araçatuba
Arquivo Pessoal
A Justiça condenou a mais de 80 anos de prisão um dos homens acusado de participar do mega-assalto contra uma empresa de valores de Araçatuba (SP), em outubro de 2017.
De acordo com a decisão, ele foi condenado a 82 anos de prisão pelos crimes de latrocínio, tentativa de latrocínio, incêndio e explosão. A promotoria recorreu para aumentar a pena do criminoso.
Justiça realiza audiência de roubo a empresa de valores Protege em Araçatuba
Em outra sentença, o juiz entendeu que o segundo acusado cometeu apenas crime de favorecimento e aplicou pena de seis meses de detenção em regime semiaberto. Por causa do tempo curto de prisão, a pena foi declarada extinta.
Já na terceira sentença, o acusado foi absolvido por falta de provas e colocado em liberdade.
O Ministério Público recorreu contra as duas sentenças para aumentar a condenação do segundo acusado e anular a absolvição do terceiro.
Segundo a Justiça, outras 15 pessoas ainda estão sendo processadas pelos crimes de latrocínio, tentativa de latrocínio, explosão, incêndio e associação criminosa. Três criminosos continuam foragidos.
Crime
O assalto aconteceu na madrugada do dia 16 de outubro de 2017. Cerca de 30 criminosos incendiaram veículos para bloquear a saída de viaturas do quartel da Polícia Militar, que fica perto do local do roubo.
Os suspeitos também atiraram contra a entrada do quartel para impedir a saída dos policiais, e houve troca de tiros. Na sequência, outro grupo foi até a empresa de valores e usou dinamite para explodir o prédio.
O policial civil André Luís Ferro da Silva, do Grupo de Operações Especiais (GOE), estava de folga no dia e foi baleado durante a ação e morreu. Além do policial, duas mulheres ficaram feridas durante a ação atingidas por estilhaços de balas.
infográfico de mega-assalto a empresa de valores em Araçatuba
G1/Arte
Os criminosos também usaram um caminhão canavieiro para bloquear a pista da Rodovia Marechal Rondon, no sentido Birigui (SP) a Araçatuba. O grupo rendeu o motorista e deixou o veículo atravessado na pista, depois o incendiaram, impedindo a chegada da polícia.
Na época, os criminosos, armados com um arsenal de guerra, explodiram o prédio da empresa e roubaram R$ 8 milhões.
O Ministério Público denunciou em 27 de agosto de 2018 um total de 18 pessoas, sendo que 15 suspeitos devem responder por latrocínio consumado, latrocínios tentados, incêndio e explosão. Outros três, além desses crimes, também vão responder por associação criminosa. Ao todo, 14 pessoas já estão presas preventivamente e quatro continuam sendo procuradas.
Prédio da empresa de valores ficou destruída após o ataque em 2017
Arquivo Pessoal
Criminosos atearam fogo em veículos na frente de quartel da PM
Arquivo Pessoal
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