Deputado convoca falso médico preso em SP para depor na CPI das Quarteirizações


CPI aprovou requerimento para que falso médico deponha na Alesp. Procuradoria da Alesp pedirá autorização à Justiça para que ele seja liberado ao interrogatório. Homem usava nome de médico verdadeiro para atuar em Praia Grande (SP)
G1 Santos
O deputado estadual Wellington Moura (Republicanos) apresentou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Quarteirizações, nesta quarta-feira (12), um requerimento para a convocação do falso médico que atuou em unidades de saúde de Praia Grande e Guarujá, no litoral de São Paulo. O documento foi aprovado para que Sérgio Raimundo Oliveira Ribeiro deponha na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O suspeito é apontado por familiares de ser responsável pela morte de pacientes com coronavírus nas unidades. Ele permanece preso.
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Após a aprovação do requerimento, o deputado explica que a Procuradoria da Alesp pedirá autorização à Justiça para que o falso médico seja liberado ao interrogatório, devido a ele estar preso. Caso a Justiça autorize, o interrogatório poderá ocorrer de forma online, como tem sido feito com todos os convocados na CPI.
No dia 30 de julho, os nove membros da CPI das Quarteirizações também aprovaram um requerimento para que a SPDM apresentasse todos os contratos quarteirizados às autoridades para serem investigados, a fim de identificar possíveis irregularidades.
De acordo com Wellington Moura, o objetivo de interrogar o falso médico é investigar se há envolvimento de funcionários na fraude e se existem outros médicos cadastrados sem o vínculo com a organização social (OS). “Queremos descobrir como ele conseguiu ingressar por meio de uma OS dentro de dois hospitais da Baixada Santista [Praia Grande e Guarujá]”, relata.
O suspeito usava documentos de um oftalmologista colombiano para atuar na região, se passando por médico. Segundo a Polícia Civil, as investigações da PF apontavam que havia uma pessoa trabalhando irregularmente. O falso médico que atuava na unidade de saúde seria negro, mas o médico dono dos documentos usados seria branco.
Além dos requerimentos aprovados na CPI, o Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação de indenização por dano moral social contra a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), CAP Serviços Médicos e Unidade Clínica de Ortopedia e Traumatologia (UCOT), devido à contratação e atuação do falso médico.
A ação, ajuizada pelo promotor de Justiça Marlon Fernandes, requer indenização de R$ 500 mil a ser revertida para o Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos Lesados. Para a promotoria, a SPDM deixou de exigir do falso médico a apresentação de documentos como certidão de regularidade junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM), comprovante de residência oficial, título de especialista ou comprovante de experiência mínima de dois anos na área.
Relembre o caso
Um homem, identificado como Sérgio Raimundo Oliveira Ribeiro, usava documentos de um oftalmologista colombiano para atuar na Baixada Santista se passando por médico. Após a denúncia e prisão em flagrante, familiares de pacientes do falso médico procuraram a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência. Ao G1, algumas dessas famílias relataram descaso e arrogância por parte do suspeito.
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Reprodução/Facebook
O falso médico foi indiciado e responde pelos crimes de exercício ilegal da função de Medicina e falsidade ideológica. Em pesquisa, a polícia constatou que o verdadeiro médico registrou boletim de ocorrência notificando o desaparecimento de seus documentos.
De acordo com o advogado de defesa de Sergio, ele permanece preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) IV de Pinheiros.
Deputado estadual Wellington Moura solicitou o requerimento que foi aprovado em CPI
Arquivo Pessoal

By Midia ABC

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