
Ato ocorreu em formato de passeata pelas ruas da região central. Trabalhadores são contra a privatização da estatal e pedem que direitos trabalhistas sejam garantidos. Funcionários dos Correios se reúnem para passeata em Campinas nesta sexta-feira (11)
Sintect-Cras
Em greve desde 17 de agosto, trabalhadores de Campinas (SP) da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) realizaram uma manifestação na manhã desta sexta-feira (11), no Centro. Os funcionários se reuniram nas imediações da Agência Central e realizam uma passeata pelo entorno, que começou no fim da manhã e terminou por volta do meio-dia e meio.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Correios de Campinas e Região (Sintect-Cas), a passeata tem como itinerário as vias Regente Feijó, José Paulino, Campos Salles e Francisco Glicério. O ato terminou com o retorno à Agência Central.
Uniformizados, funcionários dos Correios realizam passeata pelo Centro de Campinas
Sintect-Cras
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) informou que monitora a ação dos manifestantes. Durante a concentração, antes da passeata, não houve reflexos no trânsito.
Posicionamento dos Correios
O G1 entrou em contato com os Correios, e a empresa emitiu uma nota dizendo que trabalha para reduzir os efeitos da paralisação dos funcionários, destacando que no último fim de semana e no feriado de Dia da Independência, os empregados das áreas administrativa e operacional atuaram para a manutenção dos serviços prestados.
A estatal reforçou que aguarda o retorno dos funcionários que aderiram à paralisação o quanto antes e reiterou que toda a questão terá seu desfecho no julgamento do Dissídio de Greve pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), o que pode acontecer em nova audiência de conciliação marcada ainda para esta sexta.
Por fim, lembrou da liminar concedida no dia 1° de setembro pela ministra do TST, Kátia Magalhães Arruda, que determinou o efetivo mínimo nas unidades da empresa e que as federações se abstenham de impedir o livre trânsito de bens, pessoas e carga postal em todas as unidades dos Correios.
Reivindicações
A manifestação cobra a garantia do acordo coletivo da categoria que, inicialmente, tinha validade prevista até o dia 31 de julho de 2021. Além disso, a greve, que ocorre em todo o país, é contrária à privatização da estatal e reclama de negligência com a saúde dos trabalhadores em meio à pandemia da Covid-19.
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