Estado de SP registra 200 mortes por coronavírus nesta sexta e total chega a 34.877


Média de novos óbitos por dia, em relação ao registrado há 14 dias, aponta tendência de estabilidade no estado. Total de casos confirmados em SP supera 960 mil. Movimentação no Cemitério da Vila Formosa na Zona Leste de São Paulo (SP), nesta terça-feira (25 de agosto) durante pandemia de Covid-19.
Mauro Borges/Estadão Conteúdo
O estado de São Paulo registrou 200 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 34.877 óbitos desde o começo da pandemia. Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde, o estado ultrapassou nesta sexta-feira (25) 960 mil casos confirmados da doença: foram 964.921 confirmações, sendo 6.681 nas últimas 24 horas.
O número de casos inclui resultados positivos em exames laboratoriais para Covid-19, tanto do tipo rápido, que verifica apenas a presença de anticorpos e aponta para infecção passada, quanto o que analisa a presença do vírus no organismo no momento do teste – o chamado exame RT-PCR.
As novas confirmações em 24 horas não significam, necessariamente, que as mortes e casos aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas no sistema neste período. Os números costumam ser menores aos finais de semana e segundas-feiras.
A média móvel de mortes, que leva em consideração os registros dos últimos 7 dias e minimiza as diferenças das notificações, é de 171 óbitos por dia nesta sexta. A variação foi de – 4% em relação ao valor registrado há 14 dias, o que para os especialistas indica estabilidade. Como o cálculo da média móvel leva em conta um período maior, é possível medir de forma mais fidedigna a tendência da pandemia. A média móvel de novos casos diários está em 5.770 nesta sexta.
Veja os novos registros no estado de SP nas últimas 24 horas:
200 novas mortes
6.681 novos casos
Veja o total no estado de SP desde o início da pandemia:
34.877 mortes
964921 casos confirmados
Aglomerações no feriado
Na segunda feira (21), o estado apresentou alta de 27% na média de mortes na comparação com o valor de 14 dias antes, que foi o feriado de 7 de setembro. O valor de 151 mortes diárias registrado no feriadão havia sido o menor em 100 dias, mas o número pode ter sido fruto de atraso nos registros. A subnotificação ocorre porque os laboratórios trabalham em esquema de plantão nos feriados e finais de semana.
Nos dias seguintes ao feriado, o estado voltou a ter maiores registros na média diária de mortes, o que fez com que a tendência voltasse à estabilidade após um período de queda.
O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou que a alta poderia ser resultado das subnotificações e destacou que o número de novas internações no estado continua em queda.
“Algumas notificações acabam sendo represadas e acabam tendo as estatísticas colocadas mais adiante. Observamos realmente um aumento no número de óbitos, principalmente em algumas regiões. Quando falamos em números de internações, ele expressa o que está acontecendo neste momento. É claro que esses índices fazem com que estejamos atentos. Ao longo da semana entenderemos se foi só fruto do represamento [das notificações] ou se estamos elevando essas estatísticas. Caso isso aconteça, medidas deverão ser tomadas”, disse o secretário de saúde na segunda-feira (21).
Já o coordenador executivo do Centro de Contingência, João Gabbardo, enxergou o aumento com mais preocupação e afirmou que os números já podem ter começado a refletir um possível aumento das contaminações por conta das aglomerações registradas durante o feriado.
“Esse dado do aumento de óbitos que nós tivemos na semana, infelizmente, interrompeu uma sequência de queda. Nós não podemos fazer uma relação direta ainda de causa e efeito, se esses óbitos têm alguma relação com o aumento que nós tivemos no feriado de aglomerações que possam ter ocorrido. Esse aumento nos indicadores, mesmo que os eventos tenham acontecido no litoral, eles não ficam restritos ao litoral porque as pessoas se deslocam de outros lugares e podem no regresso aumentar também a possibilidade de transmissão em outros locais.”, disse Gabbardo na segunda (21).
Antes da diminuição de mortes observada no feriado e também nas semanas anteriores a ele, o estado chegou a permanecer por mais de três meses ininterruptos com a média diária de mortes acima de 200 por dia, o chamado platô de estabilidade no ponto mais alto da curva epidemiológica.
Internados e UTIs
O número de pacientes internados com suspeita ou confirmação de Covid-19 no estado nesta sexta (25) caiu para 8.471, sendo 4.799 em enfermaria e 3.672 em unidades de terapia intensiva (UTI). Na quinta, eram 9.310, sendo 5.293 em enfermaria e 4.017 em UTI.
A taxa de ocupação dos leitos das UTIs está em 46,3% no estado e 45,3% na Grande São Paulo. Na quinta, os índices eram de 46,7% no estado e 45,8% na Grande São Paulo.
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By Midia ABC

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