Estado de SP tem 339 novas mortes por coronavírus em 24 horas e total passa de 24,4 mil


Média móvel de mortes diárias, que corrige a diferença nas notificações, está no chamado ‘platô’ acima de 200 mortes no estado há 71 dias consecutivos. Cidade de São Paulo superou 10 mil mortes. Carros fazem fila no estacionamento de shopping na Zona Sul da cidade de São Paulo na manhã desta quinta-feira (6) para realização de teste em sistema drive thru para detecção da Covid-19 do tipo RT-PCR.
Suamy Beydoun/Estadão Conteúdo
O estado de São Paulo registrou 339 novas mortes por coronavírus em 24 horas, elevando o total desde o início da pandemia para 24.448, segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde nesta quinta-feira (6). Também foram confirmados 13.405 novos casos em um dia, elevando o total para 598.670.
As novas confirmações em 24 horas não significam, necessariamente, que as mortes e casos aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas no sistema neste período. Os valores costumam ser menores aos finais de semana e segundas-feiras.
A média móvel de mortes, que leva em consideração os registros dos últimos 7 dias e corrige as diferenças das notificações, é de 248 óbitos por dia nesta quarta. Houve uma variação de -5% em relação aos 14 dias anteriores, o que pra os especialistas é considerado estabilidade de mortes.
O índice está acima de 200 mortes por dia há mais de 2 meses no estado (71 dias consecutivos). A estabilidade nesse patamar alto é chamada de platô. (leia mais abaixo)
Veja os novos registros no estado de SP nas últimas 24 horas:
339 mortes
13.405 novos casos confirmados
Veja o total no estado de SP desde o início da pandemia:
24.448 mortes
598.670 casos confirmados
Capital paulista ultrapassa 10 mil mortes
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A cidade de São Paulo ultrapassou a marca de 10 mil mortes por coronavírus nesta quarta-feira (5), segundo dados divulgados pela Prefeitura de São Paulo. O critério de notificação adotado pela prefeitura é diferente do da gestão estadual, pois considera a data em que as mortes ocorreram e não a data de registro.
De acordo com a Prefeitura, a capital paulista está em uma tendência de queda no número de mortes. Em junho, a cidade registrava, em média, 110 mortes por dia. No começo de julho, eram 83 mortes por dia. No primeiro dia de agosto, foram 59 mortes – mesmo índice de abril, quando o número de óbitos disparou.
A Prefeitura de São Paulo informou que mais da metade dos mortos pelo novo coronavírus tinha mais de 70 anos – sendo a maioria homem e de cor de pele branca. Apesar disso, a Prefeitura estima que, se contrair a doença, os pretos têm chance 62% maior de morrer.
Bares à noite
Governo amplia funcionamento de bares e restaurantes
Nesta quarta-feira, o governo de São Paulo também liberou o funcionamento de bares e restaurantes até 22h no estado. Medida entra em vigor a partir desta quinta-feira (6) e vale para as regiões que estão há 14 dias na fase amarela do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena.
A mudança ocorre após reclamações do setor, que só estava autorizado a atender aos clientes até as 17h. O tempo de funcionamento permanece de 6h por dia, mas poderá ser fracionado pelos estabelecimentos.
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta quarta que iniciará um projeto piloto para testar a liberação da colocação de mesas nas calçadas pelos estabelecimentos. O protocolo sanitário assinado pela prefeitura em julho com o setor proibia a utilização das mesas na calçada.
Platô de mortes
Enterros em meio à pandemia do coronavírus no Cemitério de Vila Formosa, em São Paulo
Antonio Molina/Estadão Conteúdo
O estado de São Paulo registrou duas semanas seguidas com leves quedas no número total de mortes por coronavírus. No entanto, média móvel de mortes, que leva em consideração os registros dos últimos 7 dias e corrige as diferenças das notificações, está acima de 200 mortes por dia há mais de 2 meses no estado. A estabilidade nesse patamar alto é chamada de platô.
Na semana entre 26 de julho e 1º de agosto, foram registrados 1.719 óbitos no estado. Na semana anterior, de 19 a 25 de julho, haviam sido registrados 1.870.
O número da última semana, no entanto, ainda está acima do registrado antes do recorde batido na semana entre os dias 12 e 18 de julho, com 1.945 óbitos. Julho também foi o mês com o maior número de mortes no estado desde o início da pandemia. (leia mais abaixo)
Para especialistas, a estabilidade em um patamar alto de novas mortes – o chamado platô – é “um estado tênue e instável de crise”. Membro do comitê de saúde do governo estadual, Dimas Covas já criticou o que chama de “explosão de um Boeing 747 por dia” e alertou que o platô pode se estender até o ano que vem, caso não haja aumento no isolamento social.
A estabilidade de mortes no estado pode ser explicada pela interiorização da doença. Enquanto a capital e parte da Região Metropolitana apresentam tendência de queda, no interior a doença ainda está em alta.

By Midia ABC

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