Funcionários dos Correios entram em greve na região de Ribeirão Preto, SP


Além de centro de triagem, unidades de distribuição e agências estão com serviços afetados nesta terça-feira (18), informou sindicato. Categoria reclama de privatização e corte em benefícios durante a pandemia. Funcionários dos Correios da região de Ribeirão Preto (SP) entraram em greve na madrugada desta terça-feira (18). A categoria é contra a privatização da empresa e reclama de cortes em benefícios e da falta de condições seguras de trabalho durante a pandemia da Covid-19.
Em adesão ao movimento de âmbito nacional, os profissionais paralisaram por tempo indeterminado as atividades do centro que faz a triagem para 92 cidades da regional, no bairro Lagoinha, zona leste de Ribeirão Preto, além de unidades de distribuição e agências em diferentes municípios, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios (Sintect-RPO).
Atendentes, carteiros e operadores de triagem e transbordo formam a maioria dos profissionais que aderiram à greve na maior parte das unidades da empresa, segundo a vice-presidente da entidade em Ribeirão Preto, Fernanda Romano.
Fernanda Romano, diretora do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Ribeirão Preto e região
Rodolfo Tiengo/G1
Em nota (leia na íntegra ao final), a empresa reiterou que não pretende suprimir direitos dos trabalhadores e que propõe ajustes para garantir a sustentabilidade financeira resguardando os vencimentos dos funcionários. Além disso, comunicou que tem um plano para garantir a continuidade dos serviços à população.
Funcionários dos Correios ocupam a frente de centro de triagem dos Correios na zona leste de Ribeirão Preto
Divulgação/ Sintect-RPO
Paralisação em Ribeirão Preto
Em Ribeirão Preto, o principal ponto de concentração dos grevistas é o centro de triagem no bairro Lagoinha, na zona leste. Segundo a vice-presidente do Sintect-RPO, há funcionários terceirizados trabalhando normalmente dentro do prédio, mas a entrada e a saída de caminhões com entregas está obstruída.
O local, segundo, ela, processa por dia em média 500 mil encomendas levadas para 92 municípios da região. “Eles não estão parados, porém, como ocupamos, os caminhões não conseguem entrar nem sair”, disse Fernanda.
A representante informou que ainda não tinha um levantamento sobre o número de trabalhadores parados durante a manhã, mas confirmou que serviços também foram interrompidos em cidades como Sertãozinho (SP), Ituverava (SP) e São Joaquim da Barra (SP).
Veja a nota divulgada pelos Correios
Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados conforme contracheques em anexo que comprovam tais afirmações.
Sobre as deliberações das representações sindicais, os Correios ressaltam que possuem um Plano de Continuidade de Negócios, para seguir atendendo à população em qualquer situação adversa.
No momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional.
Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.
A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.
Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.
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By Midia ABC

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