
De acordo com o médico Saulo Passos, pessoas com obesidade e diabetes têm enzimas que facilitam a entrada do vírus da Covid-19 para as células. Infectologista explica como doenças crônicas agravam casos de Covid-19
Reprodução/TV TEM
Pessoas com doenças crônicas podem desenvolver quadros mais graves da Covid-19, o que faz com que os cuidados devem ser redobrados. Em entrevista à TV TEM, o infectologista Saulo Passos, de Jundiaí, explicou como a obesidade e diabetes atuam nos organismos das pessoas que fazem parte do grupo de risco.
De acordo com o infectologista, ainda não é possível saber como a doença se comporta de um organismo para o outro, mas que algumas características resultam em casos com grande piora.
“Cerca de 73% dos óbitos são por doenças crônicas. A Covid-19 não causa exclusivamente esse óbito, mas o perfil em comum é a obesidade, diabetes, enfim, doenças que por si só tem uma maior probabilidade de óbito”.
O médico explicou que pessoas obesas possuem muitas das enzimas que facilitam a entrada do vírus da Covid-19 para as células. Homens também estão entre o grupo de risco, segundo médico, pelo mesmo motivo.
“Essa grande quantidade de enzimas faz com que pessoas obesas tenham uma propensão maior a ser infectado pelo coronavírus”, disse.
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A situação acontece também entre homens. Segundo o especialista, estas enzimas também existem em maior quantidade em homens. Além disso, o médico também ressaltou que pessoas que morrem por coronavírus geralmente tem algum fator de risco.
“Nós vimos que os óbitos acontecem em maior quantidade nos homens. Isso porque homens também têm uma proporção maior dessa enzima nos tecidos pulmonares, então há uma maior absorção desse vírus, levando a falência respiratória. Em sua maioria, pessoas em grupo de risco tem maior chance de vir a óbito e ter falência pulmonar”, explicou.
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