Investigado por extorsão, sindicalista é transferido para a P2 em Tremembé


Ivam Rodrigues, do Sintricom, foi preso preventivamente no fim de agosto e afastado das atividades do Sintricon pela justiça. Sindicalista investigado por extorsão e ameaças é preso em São José dos Campos
Reprodução/TV Globo
O sindicalista Ivam Rodrigues, investigado por extorsão a empresas e ameaças a trabalhadores, foi transferido do Centro de Detenção Provisória do Putim em São José dos Campos para a Penitenciária 2 de Tremembé (SP).
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), ele deu entrada na penitenciária na terça-feira (1º) no final da tarde. A P2 é conhecida por abrigar detentos de casos de repercussão, como o ex-médico Roger Abdelmassih, Alexandre Nardoni e Cristian Cravinhos.
Ivam foi preso no dia 27 de agosto em frente à Refinaria Henrique Lage (Revap) em São José dos Campos (SP). Havia uma ordem judicial para que ele não se aproximasse do local e também um mandado de prisão preventiva contra ele expedido pela Justiça Federal por causa de ameaças.
O pedido de prisão havia sido feito pelo Ministério Público Federal após denúncias de ameaças e descumprimento de medidas cautelares.
Investigação
Ivam é investigado pela Polícia Federal pela atuação no Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção e Montagem Industrial (Sintricom). Ele nega as acusações e diz que é alvo de perseguição.
Em outubro de 2019, a PF promoveu a operação ‘Pau na Gata’, com objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada a prática de crimes de extorsão, ameaça e crimes contra organização do trabalho praticados, em tese, por representantes do sindicato contra trabalhadores terceirizados da Revap.
Na ocasião, o policiais apreenderam R$ 260 mil em dinheiro, uma pistola com silenciador e numeração raspada, munições de .380, um bloqueador de sinais de celular, computadores e documentos.
As investigações tiveram início após denúncias de várias empresas terceirizadas da Revap. Elas denunciaram que a ação do sindicato era extremamente violenta, com depredação de ônibus e de veículos particulares, ataques às casas de empregados das empresas, inclusive com disparos de arma de fogo, entre outras.
PF investiga denúncias de extorsão e ameaças em sindicato de São José dos Campos
Em entrevista ao Fantástico no início do ano, Ivam negou as ameaças e extorsão para forçar as contratações de pessoas ligadas ao sindicato. “As empresas falam que muitas vezes aqui na nossa base territorial não tem mão de obra especializada. E o sindicato tem um banco de dados. Aí eu ofereço”, disse.
Ivan negou ser dono da arma apreendida no sindicato e disse que o dinheiro apreendido em operação no local é lícito. Ele ainda acusou empresas de infiltrar pessoas em movimento para reprimir trabalhadores.

By Midia ABC

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