
Prefeitura informou que, conforme protocolo estadual, acesso vai ser liberado quando puder ser feito com plenas condições de segurança. Lavadoras de túmulos em Rio Claro querem retornar ao trabalho em cemitério
As lavadoras de túmulos estão há meses sem trabalhar por causa da pandemia de Covid-19 e pedem a retomada das atividades no Cemitério Municipal de Rio Claro (SP).
Em nota, a prefeitura informou que, conforme o protocolo do estado, o acesso ao cemitério vai ser liberado quando isso puder ser feito com plenas condições de segurança. Neste momento, a abertura implicaria em riscos de transmissão da Covid-19.
De acordo com o Plano São Paulo, a abertura de cemitérios para a população só pode ser realizada na fase verde.
Cemitério de Rio Claro
Ronaldo Oliveira/EPTV
Proibição
Há anos, elas cuidam da lavagem e manutenção dos túmulos do cemitério, mas desde o início da pandemia a circulação de pessoas que não sejam funcionários ou estejam participando de algum sepultamento foi proibida para evitar aglomeração.
Elas entendem todas as medidas sanitárias para evitar a propagação do novo coronavírus, mas pedem a autorização para entrar no local e realizar suas atividades já que são menos de 30 pessoas e o cemitério é grande e arejado.
Conceição trabalha há mais de 20 anos lavando túmulos no Cemitério Municipal de Rio Claro
Rodrigo Sargaço/EPTV
“Não tem aglomeração porque uma turma fica no começo, a outra está lá no fundão, a outra está lá no meio, não tem como aglomerar. Estranho né? Não tem resposta, a gente queria uma resposta”, disse a lavadora de túmulos Conceição Sardinha.
Conceição trabalha há mais de 20 anos e lavava cerca de 40 túmulos por dia, mas com a pandemia, muitas clientes estão deixando de pagar pelo serviço. “Precisa limpar para poder receber né? O pessoal está deixando de pagar por causa disso. ”
Sem poder lavar os túmulos no cemitério, Ana monta uma loja na garagem de casa em Rio Claro
Rodrigo Sargaço/EPTV
A também lavadora de túmulos Ana Cristina da Silva precisou se reinventar para conseguir sobreviver e pagar as contas durante a pandemia. Ela usou o dinheiro do auxílio emergencial para comprar algumas araras e montar uma loja na garagem de casa.
“Resolvi só comprar mesmo as coisas da loja, nem colocar provador nem nada, e trazer algumas peças pra ver se eu conseguia fazer dinheiro só que mesmo assim está difícil porque o dinheiro que eu ganhava do cemitério ajudava bastante a gente”, afirmou a Ana.
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Lavadoras de túmulos em Rio Claro pedem retomada das atividades no Cemitério Municipal
