Médica alerta sobre perigo de suspender tratamentos de pacientes com doenças crônicas na pandemia

Segundo a médica geriatra Aline Thomaz, é fundamental que esses pacientes retomem tratamentos. Geriatra explica sobre a importância da retomada dos tratamentos de doenças crônicas
Com a pandemia do novo coronavírus, o isolamento social foi fundamental para diminuir a curva de contaminação e sobrecarregar menos os leitos dos hospitais. Por outro lado, os atendimentos e tratamentos dos pacientes com doenças crônicas foram suspensos.
Segundo a médica geriatra e presidente do Conselho Consultivo da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Aline Thomaz, as doenças crônicas mais comuns são a hipertensão, diabetes e a obesidade. “Nesta pandemia, essas doenças crônicas precisam ser muito bem controladas, pois os estudos mostram uma piora com a evolução da infecção do Covid-19. Estamos nos tornando mais sedentários, o que aumenta o risco dessas doenças”, explica a geriatra.
Os pacientes que têm doenças cardíacas ou câncer também necessitam de atenção especial após muitos meses sem acompanhamento médico. “É triste saber que essas pessoas interromperam seus tratamentos porque jamais deveriam ser interrompidos os atendimentos, principalmente o câncer que se agrava em um intervalo curto. As pessoas que deixaram de se tratar precisam voltar correndo para os tratamentos, devido essa evolução rápida”, explica Aline Thomaz.
De acordo com a médica, o acompanhamento da medicação também é necessário. “Nós sempre temos que aferir a pressão e verificar se a quantidade de medicação está fazendo efeito esperado”, ressalta Aline Thomaz.
Para oferecer os tratamentos os hospitais adotaram medidas de prevenção do novo coronavírus. “Os pacientes com casos confirmados de Covid-19 recebem o tratamento em áreas próprias, diferentes das pessoas que não possuem a doença, que entram por uma ala separada. As salas de cirurgia também são separadas, mas nós temos a obrigação de nos proteger e proteger o próximo, com três medidas simples, o distanciamento social de 1,5 ou 2 m, uso da máscara e higienizar as mãos”, reforça a médica geriatra.
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By Midia ABC

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