Além da compra do álcool, o Gaeco investiga também os contratos para a construção de jazigos e aponta que há indícios de irregularidade, direcionamento e sobrepreço Ministério público admite erro na divulgação de valor gasto pela Prefeitura de Mogi
O Ministério Público estadual admitiu que errou na divulgação do valor referente a compra de álcool em gel pela Prefeitura de Mogi das Cruzes para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.
Na quarta-feira (5), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a operação “Mercador da Morte”, que investiga eventuais irregularidades em contratações e compras públicas pelo município.
Na ocasião, o MP chegou a divulgar o valor de R$ 97.050, na compra de álcool em gel. O valor foi corrigido no site do Ministério Público mostrando que na compra de 540 unidades de álcool em gel de 5 litros foram gastos R$ 63.360.
Em nota, o MP informou que “em que pese o erro material quanto ao valor do contrato para a compra de álcool em gel indicado na nota inicialmente divulgada, os dados constantes no procedimento investigatório e no pedido judicial estão corretos.”
De acordo com o Ministério Público, a análise dos contratos indica que as dispensas de licitação para contratação de empresas para o fornecimento de álcool em gel e para a construção de jazigos apresentam indícios de irregularidade, direcionamento e sobrepreço.
A Prefeitura, segundo o Gaeco, gastou R$ 1,2 milhão na construção de 600 jazigos. Na quarta-feira, o secretário municipal de Gabinete, Romildo Campelo, disse que os jazigos foram construídos a um valor 4%, mais barato do que o indicado em duas tabelas de referência de preço.
Na mesma oportunidade Campelo já havia contestado o preço de R$ 97 mil, divulgado pelo MP para a compra de álcool em gel pela Prefeitura. “Com relação ao álcool gel nós tivemos dez empresas que participaram dessa licitação. Das dez empresas a que ofereceu o menor preço, ofereceu a R$ 140, um pote com 5 litros de álcool gel. Eram 640 embalagens de 5 litros e a Prefeitura foi para cima, negociou e conseguiu um desconto de 35%. Então, nós compramos a R$ 99, a embalagem de 5 litros. Então, a informação do Ministério Público tá errada, tá equivocada.”
Ministério Público admite erro na divulgação de valor gasto pela Prefeitura de Mogi na compra de álcool em gel
