
Ato foi pacífico e reuniu cerca de 100 pessoas para manifestar contra despejo de 108 famílias, marcado para 31 de agosto. Jonas Donizette não estava em sua residência. Manifestação em frente a casa do prefeito de Campinas (SP), Jonas Donizette, contra a reintegração de posse da ocupação Mandela.
Alexandre Mandl
Moradores da ocupação Nelson Mandela, em Campinas (SP), se uniram às 8h30 desta quinta-feira (13) diante da residência do prefeito Jonas Donizette para protestar contra a reintegração de posse. A ação na área da ocupação está marcada para 31 de agosto. O ato foi pacífico e teve a presença de aproximadamente 100 pessoas.
Após a concentração, às 9h, os manifestantes caminharam até a portaria do prédio onde o prefeito mora e permaneceram no local por cerca de 45 minutos. Eles gritavam palavras de ordem e usaram latões de tinta para fazer barulho. As regras sanitárias, como uso de máscara e distanciamento, foram respeitadas para evitar a transmissão do novo coronavírus.
Segundo o advogado da ocupação, Alexandre Mandl, a decisão de ir até a casa de Jonas Donizette foi tomada porque ele ainda não atendeu a comunidade pessoalmente para tratar a questão. No entanto, o prefeito não estava presente em sua residência.
Diante da situação, a prefeitura respondeu, em nota, que o pedido da reintegração de posse foi feito pelo proprietário da área, e que o auxílio-moradia só pode ser concedido a famílias que estejam na ocupação desde o seu início. Além disso, a administração afirmou que o Ministério Público se posicionou contra a reintegração durante a pandemia do novo coronavírus.
Terceira manifestação em agosto
Essa foi a terceira manifestação este mês contra o despejo de 108 famílias que moram na ocupação Nelson Mandela. A primeira aconteceu com os próprios moradores no dia 6 e a segunda foi um movimento de líderes religiosos que apoiam a causa no dia 10.
A luta reivindica a extensão do prazo definido pela prefeitura para a saída do terreno, além do pagamento de auxílio-moradia a todos os moradores da ocupação.
De acordo com o advogado, há uma promessa da administração municipal de construir imóveis regulares para os ocupantes, e ainda não foi cumprida.
Preocupação intensificada pela pandemia
A ocupação Nelson Mandela abriga cerca de 300 pessoas, entre elas 89 crianças menores de 10 anos, oito adolescentes menores de 17 anos, dois bebês prematuros, sete grávidas e dez idosos, segundo o movimento.
A preocupação com o despejo se intensifica em meio à pandemia da Covid-19, uma vez que as pessoas na rua ficarão mais expostas à contaminação do vírus. Além disso, há moradores que estão doentes e com sintomas da Covid-19.
Também há 62 pessoas que pertencem ao grupo de risco na ocupação, com problemas cardiológicos e respiratórios.
Formas erradas e corretas de usar máscara de proteção contra o coronavírus
Arte/G1
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Moradores da ocupação Mandela protestam contra reintegração de posse em frente à casa do prefeito de Campinas
