Motorista de aplicativo tenta provar inocência após ser preso por roubos em SP

Uma cliente do motorista estava com ele no momento do crime e câmeras de segurança e do Detecta registraram o carro dele em vários pontos da cidade no momento dos crimes. Corregedoria da PM apura o caso. Motorista tenta provar inocência da acusação de assaltos na região da Saúde
O motorista de aplicativo Luiz Armando da Silva Júnior tenta provar na Justiça que é inocente de uma série de assaltos ocorridos na região da Saúde, Zona Sul de São Paulo. Ele está preso há 20 dias, mas câmeras de segurança mostram que ele estava trabalhando em outro lugar no momento dos crimes.
Ele ficou 15 dias do Centro de Detenção Provisória do Belém. Nesta semana ele foi transferido para o CDP de Guarulhos, onde está cumprindo prisão preventiva por roubo e associação criminosa. Segundo a Polícia Militar, ele estava com outros três assaltantes.
Júnior foi preso por policiais militares do 12º Batalhão da Polícia Militar por suspeita de assaltar dois casais e um rapaz no dia 21 de agosto deste ano, entre 19h e 20h na Vila Guarani, na Zona Sul de São Paulo. A defesa dele diz que a prisão foi ilegal e apresentou provas à Justiça de que na hora dos crimes ele estava transportando passageiros.
Segundo documentos do advogado Cristalino José de Arruda Barros, registros do Detecta, sistema do governo de São Paulo que identifica placas de carros, mostram que o carro de Júnior estava no Túnel Maria Maluf, às 19h, passou por um radar na Avenida Tancredo Neves e 18 minutos depois estava na Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Melo, na Vila Prudente.
Uma cliente do motorista estava com ele no momento do crime. A fisioterapeuta, que prefere não se identificar, disse que o motorista passou o dia com ele em vários clientes.
Eles estiveram em uma rua da Vila Alpina, na Zona Leste, onde esperaram até as 19h45 o dono da casa para entregarem medicamentos. Às 21h, os dois ainda deixaram os filhos de outro cliente em uma casa no Campo Belo.
Depois disso, Júnior fez mais duas corridas e parou em um posto de combustível, às 22h20.
Depois de sair do posto, Júnior foi preso na Avenida Cupecê, mas o Boletim de Ocorrência dá outra versão da prisão. O documento diz que o motorista foi preso na Avenida Ceci, na Saúde, por outra equipe de PMs. Segundo esses policiais, o motorista estaria com uma arma de brinquedo dentro do carro, mas nenhum objeto roubado foi recuperado.
Na delegacia, o motorista foi reconhecido por três das cinco vítimas.
O motorista já cumpriu pena de 12 anos por homicídio. Em 2000, ele matou um homem que perseguia ele e a namorada. Depois disso nunca mais teve problemas com a Justiça. A defesa dele afirma que o cliente sofre preconceito por ser ex-presidiário.
“Avaliando a sua ficha de antecedentes você vê que ele já cumpriu essa pena e talvez por conta disso haja algum tipo de rixa ou alguma coisa”, disse o advogado. Ele pediu à Justiça para libertar o motorista e uma reclamação na Corregedoria da Polícia Militar para que o caso seja investigado.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Corregedoria da Polícia Militar apura o caso após o recebimento da denúncia.

By Midia ABC

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