
Cabo foi morto porque descobriu relação de acusado com facção, diz promotora na denúncia. Policial teria pago por assassinato ocorrido em fevereiro deste ano. Policial de folga é assassinado em Itaquera
O Ministério Público de São Paulo denunciou por homicídio um policial militar acusado de encomendar a morte de outro PM. O crime ocorreu em fevereiro deste ano em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo.
A promotora Soraia Munhoz, responsável pela investigação, descobriu que a vítima tinha conhecimento de que o suposto autor do crime tinha ligações com uma facção que age dentro e fora dos presídios de São Paulo e que foi por este motivo que encomendou a morte do colega.
A vítima, o cabo Wanderley Oliveira de Almeida Junior, de 38 anos, do 4º Batalhão de Operações Especiais (Baep), estava de folga quando foi alvejada a tiros quando caminhava pela calçada de um restaurante localizado na Rua Kenzo Gaia. Dois homens em uma moto, autores dos disparos, fugiram em seguida.
O cabo foi atingido por, ao menos, nove disparos na região do rosto e do tórax, de acordo com a polícia.O PM foi socorrido ao Hospital Santa Marcelina, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso será levado a júri popular se o juiz aceitar a denúncia, segundo o MP. O PM suspeito do crime foi denunciado por assassinato com três qualificadoras: envolvendo pagamento, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
O G1 questionou a PM de São Paulo sobre a situação funcional do policial suspeito do crime e aguarda retorno.
Cabo da PM, de folga, é morto a tiros em Itaquera
Reprodução TV Globo
