Número de microempresas aumenta 3% no segundo trimestre deste ano no Alto Tietê

Total de empresas passou de 85 mil para quase 88 mil, no período, segundo dados do Serasa Experian. Alto Tietê tem aumento de 3% no número de microempresas individuais
O Alto Tietê registrou um aumento de 3% no número de microempresas individuais no segundo trimestre desse ano. Entre os meses de abril e junho, o número passou de 85 mil para quase 88 mil, acordo com o Serasa Experian.
Os números refletem a saída que muita gente encontrou em meio à pandemia do novo coronavírus. A confeiteira Danielle de Carlo tinha um depósito de material de construção antes da pandemia. Mas a quarentena chegou, a loja fechou e e ela começou a se dedicar às pipocas gourmet.
“A pipoca gourmet eu já conhecia, que era o nosso consumo dentro de casa. Com a pandemia, a minha loja veio a ser fechada. Com as contas por vencer, eu pensei no que fazer. Eu lancei a pipoca na internet”, diz.
Para surpresa de Daniella, as fotos dos produtos nas redes sociais alavancaram as vendas. A procura pela pipoca gourmet dobrou no segundo mês de microempresa.
Entre os atrativos também estão os sabores. Pipoca com tomate seco, doce de leite com nozes, e a mineirinha, com banana, bacon e torresmo. A expectativa é de que o negócio cresça ainda mais até o final do ano.
“As pessoas não conhecem o produto e, quem está conhecendo, está indicando para outras pessoas e elas estão procurando a gente. Eu acredito que vai crescer o número de vendas”, diz.
A cidade com maior número de microempreendedores individuais no Alto Tietê é Mogi das Cruzes. Só no mês de junho, Mogi contabilizava 26,2 mil.
São pessoas que viram na pandemia uma oportunidade de começar o próprio negócio. Como é o caso do tosador Lucas Teixeira da Silva, que foi demitido do emprego onde já estava há cinco anos. Ele uniu os conhecimentos que já tinha e, a partir daí, resolveu criar um banho e tosa.
“É uma ideia que a gente conseguiu colocar em prática para esquecer tudo isso que a gente vem vivendo no mundo. Graças a Deus está dando tudo certo e a gente está conseguindo sobreviver, de uma maneira educadamente financeira e trabalhando firme e forte todos os dias”, diz Lucas.
Para Kurth Tonn, consultor do Sebrae, o aumento no número de novos microempreendedores já era esperado nesses últimos meses, por causa da pandemia. A previsão é que pelo menos no próximo ano, a tendência de crescimento se mantenha.
“Toda a crise tem um aumento significativo no número de oportunidades de microempreendedores. A tendência é continuar crescendo. Isso aconteceu em 2018, 2015. Sempre que tem crise, as oportunidades aparecem”, pontua.
Para ele, a pandemia é mesmo um período difícil, o que não significa que ela não possa ser vista como “oportunidade” de dar a volta por cima.
Levando em consideração esses empreendedores por necessidade, nós do Sebrae recomendamos que eles busquem apoio técnico de especialização em gestão e a gente cita o Sebrae, para se manter no mercado. Não é só abrir o microempreendedor ou a empresa, tem o planejamento, o tipo de recurso que eu vou utilizar, quanto eu vou pagar, preciso divulgar, a logística de entrega do produto ou serviço que seja”, diz.
O Sebrae atende presencial das 10h às 16h na avenida Francisco Ferreira Lopes, 345, Vila Lavínia, em Mogi das Cruzes. O telefone para informações é 4723-4510. O atendimento remoto continua pelo 0800 570 080.

By Midia ABC

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