Parque Augusta fica pronto até o fim do ano após paralisação de obra, diz Covas


Parque deveria ter sido entregue em junho. Atraso ocorreu após paralisação da obra por 3 meses após suspeita de que terreno teria vestígios indígenas. Vista aérea da região do Parque Augusta, na regiçao central, neste domingo, quando a tempreratura variou entre 11 graus e 22 graus
Luis Moura/WPP/Estadão Conteúdo
O prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou nesta segunda-feira (10) que o Parque Augusta será entregue até o fim de 2020.A previsão inicial era que as obras do parque fossem concluídas até junho deste ano, mas o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) solicitou à Prefeitura a paralisação das obras para investigar se o terreno teria vestígios de populações indígenas em um possível sítio arqueológico.
“Até o fim do ano sai. Parou durante uns três meses por conta de uma suspeita de que teria lá um cemitério indígena. Até hoje não há nenhum laudo comprovando isso, mas as obras estão em andamento”, afirmou durante entrevista à rádio CBN. As obras foram retomadas em janeiro deste ano.
As obras do parque começaram em outubro de 2019. Em dezembro, a Prefeitura de São Paulo apresentou ao Ministério Público o projeto do Parque Augusta. A proposta era de que o parque tivesse 23 mil m² e contasse com cachorródromo, redário e academia para terceira idade.
Negociação difícil
O terreno do Parque Augusta pertencia as construtoras Setin e Cyrela, que doaram o local à municipalidade. A escritura foi assinada em abril de 2019.
Para que a doação fosse realizada, a Prefeitura de São Paulo e as construtoras firmaram um acordo. Os termos da negociação previam a transferência do terreno por doação ao município em troca de quatro declarações de potencial construtivo passível de transferência -ou seja, as empresas poderão construir em outra área aquilo que chegou a ser autorizado para ser levantado no Parque Augusta.
Em novembro do ano passado, a Justiça extinguiu a última ação popular que impedia que o acordo para a criação do Parque Augusta fosse concluído e saísse do papel.
As construtoras irão gastar R$ 9,85 milhões com obras como a restauração da portaria e da edificação do antigo Colégio Des Oiseaux, que fica dentro do terreno, e a construção do Boulevard Gravataí -que liga o parque à Praça Roosevelt.
O dinheiro também será usado para a manutenção do parque por dois anos. A gestão municipal receberá R$ 88 milhões que foram pagos pelos bancos que movimentaram dinheiro desviado de obras públicas durante a gestão de Paulo Maluf.
O MP tinha determinado que o dinheiro fosse usado para a compra do parque ou construção de creches. Com o novo acordo, o montante será destinado à Secretaria Municipal de Educação para a construção de creches, CEUs e EMEIs.
Parque Augusta
Editoria de Arte/G1

By Midia ABC

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