Pesquisa do Dieese revela que 15% dos trabalhadores de São Paulo ainda trabalham de casa

Estado de São Paulo tem 19 milhões e 600 mil pessoas ocupadas, que exercem alguma atividade profissional, destas, três milhões estão em home office. Pesquisa revela que 15% dos trabalhadores de SP ainda trabalham de casa
Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que 15% dos trabalhadores de São Paulo continuam exercendo suas atividades em casa durante a pandemia de coronavírus, mesmo depois da abertura da economia. É o chamado home office ou teletrabalho, como está configurado nas leis trabalhistas.
Segundo o Dieese, o estado de São Paulo tem 19 milhões e 600 mil pessoas ocupadas, que exercem alguma atividade profissional, destas, três milhões estão em home office.
O estudo do Diesse mostra também como o trabalho remoto reflete as desigualdades social e econômica. Os dados apontam que as mulheres correspondem a mais da metade dos trabalhadores em home office em São Paulo.
O Dieese revela que 79% dos trabalhadores brancos estão trabalhando de casa. Entre os negros, esse percentual cai para 21%. O trabalho remoto foi possível para 74% dos profissionais com ensino superior. E para 26% dos que não fizeram faculdade. Entre os que têm casa própria, 70% conseguem trabalhar à distância, mas só 30% dos que moram de aluguel tiveram essa possibilidade.
O teletrabalho tem sido possível para 7% dos que ganham até um salário mínimo e para 37%, entre os que recebem mais de três salários mínimos.
“Ao mesmo tempo, a gente tem que lembrar que fazer home office não é um privilégio também. Muita gente não escolheu fazer home office. E muita gente que está fazendo home office não tem essas condições em casa de estar fazendo o melhor trabalho. Muitas estão usando computador dela, ela que paga a conta de luz, ela que paga a internet e nem sempre a empresa está reembolsando porque nem o trabalhador e nem a empresa estavam preparados para isso, né?”, disse Gustavo Monteiro, economista do Dieese.
Uma produtora cumpriu os contratos e conseguiu novos clientes e precisou aumentar a equipe, de nove funcionários para 14. Todos em casa. A economia no aluguel chega a R$ 70 mil até o início do próximo ano. “A gente vai avaliar se vale a pena ter um escritório, se vale a pena financeiramente, mas isso é algo que a gente vai definir lá para o meio do ano que vem”, disse o produtor Eduardo Vieira.
O trabalho remoto virou realidade até para a administração pública. A Prefeitura de São Paulo decidiu manter permanentemente funcionários de órgãos públicos, autarquias e fundações municipais. A justificativa é que houve economia de gastos, aumento da produtividade, melhoria na prestação de serviços e ganhos ambientais durante os meses de quarentena. As atividades que vão ser feitas à distância e as regras de trabalho ainda vão ser definidas. A adesão dos servidores não vai ser obrigatória.
O Metrô também vai adotar o teletrabalho permanentemente para atividades como recursos humanos, comunicação, contabilidade e planejamento. O plano é deixar 600 funcionários trabalhando em casa. O Metrô calcula uma economia de R$ 9 milhões por ano.
A CPTM anunciou que também vai incentivar o trabalho remoto para proteger os trabalhadores, reduzir o gasto com aluguéis em 40% e economizar R$ 4 milhões por ano.
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By Midia ABC

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