
Soldador José Antônio Miranda da Silva foi preso em junho desse ano e a polícia identificou, até a conclusão da investigação, 17 mulheres estupradas por ele, sendo que três foram mortas. José foi preso em Rio Preto depois de meses de investigação
Reprodução/TV TEM
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou uma série de estupros violentos em São José do Rio Preto (SP) nos últimos anos. O soldador José Antônio Miranda da Silva foi preso em junho desse ano e a polícia identificou, até a conclusão da investigação, 17 mulheres estupradas por ele, sendo que três foram mortas.
Na manhã desta terça-feira (25), a Polícia Civil fez uma coletiva no Deic, Departamento de Investigações Criminais. José Antônio está preso no CDP (Centro Detenção Provisória) de Rio Preto, desde junho.
Segundo a polícia, ele irá responder por três estupros, nove tentativas de homicídio, três homicídios e nove roubos.
“A partir da prisão dele, com apenas três vítimas identificadas, sabíamos que teríamos mais vítimas que isso. Olhando, fazendo a triagem nos boletins de ocorrências chegamos a 17, ele agia de forma sistemática, levava para uma área isolada, estuprava e tentava matar as vítimas”, afirma o delegado Wander Luciano Solgon.
O delegado afirmou que nunca tinha visto um caso parecido durante os cinco anos em que atua em Rio Preto.
“Ele seguia um roteiro, abordava mulheres sozinhas, colocava no carro dele, levava para área de mata ou cana e estuprava e tentava matar de forma violenta, enforcando, cortando e até queimando”, diz o delegado.
As vítimas têm idades entre 17 a 64 anos. O primeiro crime, segundo a polícia, foi em 2018. Ainda de acordo com o delegado, das 17 vítimas, três delas foram mortas e nove sofreram tentativa de homicídio. A vítima que o criminoso assumiu ter agredido é a monitora Adriana de Melo. A ossada dela foi encontrada em um terreno, no bairro Vila Toninho, no ano passado.
O suspeito já cumpriu 20 anos de pena por homicídio e estupro, mas foi solto em 2017. Ou seja, ele cometeu todos os estupros e homicídios em três anos.
Com o inquérito concluído, o Ministério Público vai receber o material para fazer a denúncia na Justiça.
Carro utilizado pelo criminoso durante os crimes
Arquivo Pessoal
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Polícia Civil conclui inquérito que investigou soldador suspeito de 17 estupros no interior de SP
