
Decreto publicado na sexta-feira (28) também orienta que medida seja seguida pela rede particular. Secretaria de Educação avalia retomada somente em 2021, com maior carga horária. Decreto suspende aulas presenciais até 30 de setembro em Ribeirão Preto, SP
A Prefeitura prorrogou até 30 de setembro a suspensão das aulas presenciais nas escolas públicas de Ribeirão Preto (SP) em função da pandemia do novo coronavírus.
O decreto, publicado na última sexta-feira (28) no Diário Oficial, revalidou os efeitos de uma determinação anterior que venceria no final de agosto e também orienta que a medida seja tomada pela rede particular de ensino.
A retomada de atividades opcionais nas escolas, a partir de 8 de setembro, foi autorizada pelo governo do estado para municípios enquadrados na fase amarela do Plano São Paulo, com restrições no número de estudantes nas salas e garantia de distanciamento entre eles.
O secretário municipal de Educação de Ribeirão Preto (SP), Felipe Elias Miguel
Aline Pereira/ Câmara de Ribeirão Preto
Mas o secretário municipal de Educação, Felipe Elias Miguel, já havia adiantado, durante audiência na Câmara, que isso seria inviável para o mês de setembro em função de adequações que ainda se faziam necessárias para a segurança de alunos e funcionários.
O secretário chegou a cogitar a volta às aulas em outubro, mas os técnicos da pasta já avaliam a possibilidade de retomada somente em 2021, com uma carga horária mais elevada.
“Estamos avaliando a curva Covid, o risco de contaminação das crianças, dos nossos profissionais. Então, neste momento, a decisão foi tomada de não haver aulas até 30 de setembro. No entanto, a gente acompanha o Plano São Paulo. Na próxima semana vencerá o prazo de 28 dias de fase amarela do município”, afirma.
As atividades presenciais nas escolas estão suspensas em Ribeirão Preto por conta da pandemia do novo coronavírus desde o dia 23 de março. A previsão inicial para a retomada era 1º de junho. Depois, passou para 1º de julho.
Enquanto isso, os 47 mil estudantes das 108 escolas da Secretaria Municipal de Educação fazem aulas online ou por meio de transmissões de TV.
Além do adiamento das aulas, o novo decreto municipal prorroga outras medidas de combate à pandemia, como a permissão de servidores trabalharem em sistema home office e a suspensão de prazos de processos administrativos.
Mais aulas em 2021
Elias Miguel explica que as equipes estão preparando as escolas para uma eventual retomada ainda em 2020, mas já planejam um ano letivo com mais atividades em 2021.
“A gente já está planejando o ano de 2021. Deve ser um ano com maior carga horária, mais dias letivos, mais atividades no contra-turno dos nossos alunos pra fazer a compensação de horas este ano”, diz.
Enquanto a questão não é definida, a Secretaria de Educação também tenta encontrar uma solução para divergências entre pais que não querem a volta dos filhos às escolas, que correspondem à maioria, segundo o chefe da pasta, e aqueles que preferem a retomada das atividades presenciais por uma questão financeira.
“Encaminhamos um questionário a todos os pais da rede municipal de ensino. Recebemos mais de 8 mil respostas. Cerca de 80% deles não querem que seus filhos voltem às aulas este ano, no entanto, 20% deles nos informaram que dependem das escolas, que precisam das escolas pra que retomem as atividades profissionais. Nesse sentido, somos sensíveis a esses pais também. A gente sabe que, havendo condições de retomada, a gente pode eventualmente fazer uma flexibilização da frequência mediante uma deliberação do Conselho Municipal de Educação”, afirma o secretário.
Ele também defende que a decisão a ser tomada seja a mesma por parte da rede particular. O novo decreto orienta que a suspensão seja mantida desde a educação básica até o ensino superior.
“A gente está buscando um consenso com as escolas particulares para que a retomada seja em conjunto, qual seja da rede municipal, estadual ou das particulares para melhor proteção dos nossos alunos e profissionais.”
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Prefeitura de Ribeirão Preto mantém aulas presenciais suspensas nas escolas públicas até 30 de setembro
