Interdições aconteceram neste sábado (1º) e domingo (2). Desde o início da pandemia, 885 estabelecimentos foram interditados. A Prefeitura de São Paulo interditou, neste final de semana, 21 bares por descumprimento às regras de flexibilização após a reabertura durante a quarentena de coronavírus. Os estabelecimentos devem solicitar a liberação na subprefeitura da região.
A Secretaria Municipal das Subprefeituras afirmou que fiscaliza diariamente estabelecimentos que ainda não tiveram a abertura ao público permitida.
Desde o início da pandemia, 885 estabelecimentos foram interditados – destes, 484 são bares, restaurantes, lanchonetes e cafeterias. O valor da multa é de R$ 9.231,65, aplicada a cada 250m².
A fiscalização no final de semana foi intensificada e contou com apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM), do Controle de Engenharia de Tráfego (CET) e da Polícia Militar (PM).
A falta de uso de máscara também implica em sanções. A Vigilância Sanitária Estadual aplicou 16 multas em estabelecimento comerciais e quatro em pessoas físicas por falta de uso de máscara em espaços públicos e particulares de uso comum em todo o estado de 1º a 15 de julho. A punição varia entre R$ 524 e R$ 5 mil. Foram 7.013 fiscalizações em todo o estado no período.
Dentre as regras para funcionar, o horário para bares e restaurantes de rua é das 11h às 17h.
Veja abaixo as principais determinações do protocolo:
Ocupação máxima de 40% da capacidade do estabelecimento
Distância de 2 metros entre as mesas e de 1,5 metro entre as pessoas
Máximo de 6 pessoas por mesa
Proibição de consumo nas calçadas
Atendimento deve ser feito apenas para clientes sentados
Uso obrigatório de máscaras por clientes e funcionários no estabelecimento. (Apenas quando estiver sentado em sua mesa, o cliente poderá deixar de utilizar a máscara)
Proibição de aglomerações
Disponibilizar álcool gel para higienização das mãos
Barreiras de acrílico devem ser instaladas nos caixas e balcões de alimentos
Temperos e condimentos devem ser fornecidos em sachês
Cardápios deverão ser disponibilizados digitalmente ou em quadros na parede
Funcionários devem usar máscaras, viseiras de acrílico e luvas
Pratos, copos e talheres devem ser higienizados
Guardanapos de tecido estão proibidos
Ambiente deve ser submetido a um intenso processo de limpeza
Funcionários que apresentarem sintomas de síndrome gripal devem ser testados
Apoio a colaboradores com dependentes no período em que creches e escolas estiverem fechadas.
Bar com aglomeração no ABC
Guardas civis municipais de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, fecharam um bar no bairro da Paulicéia onde cerca de 400 pessoas estavam aglomeradas neste final de semana. A maioria estava sem máscara de proteção contra o coronavírus.
A cidade está na fase amarela do Plano São Paulo, em que é permitida a abertura de bares e restaurantes, mas as medidas de isolamento precisam ser seguidas e o uso de máscaras é obrigatório. Além disso, os estabelecimentos não podem funcionar no período da noite, apenas até 17h.
A Prefeitura de São Bernardo do Campo afirmou que já aplicou 172 multas em estabelecimentos que desrespeitaram as regras da quarentena.
Levantamento exclusivo feito pelo Ministério Público a pedido do G1 mostra que a Polícia Civil registrou 256 casos criminais de pessoas que desrespeitaram as medidas sanitárias para conter o coronavírus no estado de São Paulo.
A maior parte dos crimes foi na capital, que registrou 30 casos entre os dias 24 de março e 28 de julho. Em seguida, está a cidade de Jales, com 26 casos, e Monte Mor com 19 casos.
Os principais crimes foram desrespeito ao isolamento social e não uso de máscaras. Dos 256 casos, 13 viraram processos judiciais.
Flagrante de desrespeito à quarentena em São Bernardo do Campo
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Prefeitura de SP interdita 21 bares no fim de semana por descumprirem regras de flexibilização
