
De acordo com o Plano São Paulo, os estabelecimentos devem fechar até as 22 horas. A multa para quem desrespeita o decreto de funcionamento do setor é de, no mínimo, R$9.200, segundo a prefeitura da capital. Placa de interdição da Prefeitura de São Paulo para bares e locais que funcionam irregularmente na cidade.
Divulgação/PMSP
A Prefeitura de São Paulo interditou 25 bares que desrespeitaram o horário de fechamento na noite desta primeira sexta-feira (7) de funcionamento noturno do setor. De acordo com o Plano São Paulo, os estabelecimentos devem fechar até as 22 horas.
Com o apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar, os fiscais da prefeitura interditaram oito bares em Itaquera e oito em São Mateus, na Zona Leste, quatro em Santana, na Zona Norte, três na região da Sé, no Centro, e dois na Vila Mariana, na Zona Sul.
A multa para os estabelecimentos que desrespeitam o decreto de funcionamento do setor é de, no mínimo, R$9.200, segundo a prefeitura da capital.
Zona Leste
Itaquera: 8 bares interditados
São Mateus: 8 bares interditados
Zona Norte
Santana: 4 bares interditados
Centro
Sé: 3 bares interditados
Zona Sul
Vila Mariana: 3 bares interditados
Funcionamento noturno
Após autorização do governo do estado, a prefeitura publicou no Diário Oficial na quinta-feira (6) o decreto que estabelece as regras de funcionamento do setor na atual fase amarela do Plano São Paulo de flexibilização da economia, ampliando o atendimento para o período noturno.
De acordo com o decreto, o tempo de funcionamento dos estabelecimentos continua sendo de apenas 6 horas por dia, mas o horário por ser estendido até as 22h, não apenas até as 17h, como tinha sido determinado no início da retomada do setor.
Bar na Vila Madalena, na Zona Oeste de São Paulo, durante a primeira noite de atendimento noturno na capital paulista.
Celso Tavares/G1
A mudança ocorre após reclamações do segmento, que estava autorizado a atender os clientes apenas até as 17h. Com o novo decreto, o tempo de funcionamento permanece de 6h por dia, mas o horário poderá ser fracionado pelos estabelecimentos.
O novo decreto libera o funcionamento noturno, mas mantém as restrições de ocupação e protocolos de higiene que já precisavam ser seguidos. Os bares e restaurantes devem seguir as seguintes regras:
Ocupação máxima de 40% da capacidade do estabelecimento;
Distância de 2 metros entre as mesas e de 1,5 metro entre as pessoas;
Máximo de 6 pessoas por mesa;
Atendimento apenas para clientes sentados;
Uso obrigatório de máscaras por clientes e funcionários no estabelecimento. (Apenas quando estiver sentado em sua mesa, o cliente poderá deixar de utilizar a máscara);
Proibir aglomerações ;
Disponibilizar álcool gel para higienização das mãos;
Barreiras de acrílico devem ser instaladas nos caixas e balcões de alimentos;
Temperos e condimentos devem ser fornecidos em sachês;
Cardápios deverão ser disponibilizados digitalmente ou em quadros na parede.
Bar na esquina das ruas Manuel Guedes e Pedroso Alvarenga, no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo, na primeira noite de funcionamento do setor na pandemia.
Celso Tavares/G1
Atendimento na calçadas
Depois da pressão para reabertura noturna, os comerciantes do setor querem agora que a prefeitura estenda para outras regiões da cidade a autorização para colocar mesas e cadeiras nas calçadas e espaços públicos.
Para alguns comerciantes da Vila Madalena, o atendimento nas calçadas representava até 25% do faturamento do estabelecimento. Por isso, os comerciantes da região já apresentaram à prefeitura um projeto para ocupação desses espaços na rua Aspicuelta.
Pela proposta do setor, a Aspicuelta seria fechada todos os sábados, as 16h, até domingo, as 22h, e o local dos carros seria ocupado por mesas e cadeiras para atendimento aos clientes.
Recepcionista mede temperatura de clientes em bar na Vila Madalena, durante a primeira noite de funcionamento do setor durante a pandemia.
Celso Tavares/G1
A ideia é apoiada no projeto piloto da própria prefeitura, que no decreto desta quinta-feira (6) autorizou comerciantes de quatro ruas do Centro da capital a colocarem mesas nas ruas, em um projeto experimental.
O projeto piloto funcionará nas ruas Major Sertório, Bento Freitas, General Jardim e José Paulo Mantovam Freire. O decreto do prefeito estabelece que as mesas poderão ficar exclusivamente em local antes destinado ao estacionamento de veículos e em esquinas, com largura máxima de 2,20m (dois metros e vinte centímetros), contados a partir do alinhamento da guia.
Cada estabelecimento será responsável pela garantia do cumprimento do protocolo sanitário em sua área de atendimento e as adaptações vão ser pagas pela iniciativa privada.
Prefeitura de SP publica decreto que libera ocupação de calçadas por bares e restaurantes
O SP2 teve acesso ao projeto detalhado de tudo o que vai ser feito nessa região que fica bem perto da Praça da República (veja vídeo acima). Na rua General Jardim terá menos espaço para os carros e mais para as calçadas. As mesas e cadeiras ocupariam o espaço onde fica atualmente um ponto de táxi. E os taxistas se dizem preocupados.
“Há umas duas, três semanas atrás, que a gente tá voltando, tentando reiniciar os trabalhos, e aí a gente ficou sabendo disso aí. Mas ninguém falou nada, ninguém comunicou nada, inclusive os órgãos públicos. A gente ligou para a secretaria de transporte, que é o órgão responsável pelo táxi, e não tinha nada lá. E a gente só fica preocupado por isso porque aparentemente o projeto é bacana, é bonito, mas poxa, a gente só queria fazer parte do projeto também. E até onde o pessoal do comércio falou ia sair o ponto de táxi. Mas como assim, né? Vai sair o ponto de táxi? É nosso ganha pão. É nosso trabalho”, afirma Rafael Camello.
Na rua Major Sertório, umas das adaptações vai ser feita também com a ideia é ocupar as vagas de carros com mesas, cadeiras e sombrinhas.
Funcionária de bar da Vila Madalena, na Zona Oeste de SP, recebe clientes na primeira noite de funcionamento noturno do setor.
Celso Tavares/G1
As ruas Bento Freitas e a José Paulo Mantovam Freire, que fica embaixo do edifício Copan, também vão ser transformadas nesse projeto piloto.
“O objetivo do piloto também tem muito a ver com a questão da segurança, sob o ponto de vista da saúde pública. É criar protocolo específico da vigilância sanitária para que essa utilização não aumente o número de casos de Covid-19, a gente está numa situação de pandemia, e [precisa] gerar protocolos específicos para uso das áreas externas”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Fernando Chucre.
Bar na rua Aspicuelta, na Vila Madalena, recebe clientes na primeira noite de atendimento noturno em São Paulo.
Celso Tavares/G1
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Prefeitura de SP interdita 25 bares por descumprirem horário de fechamento na 1ª sexta de atendimento noturno do setor
