Segundo o Procon, a empresa já foi notificada por não zelar pela segurança dos consumidores e má prestação de serviços, além de outras infrações ao Código de Defesa do Consumidor. O Procon multou a Ifood em R$ 2,5 milhões por fraudes na cobrança das taxas pelos entregadores e cláusulas abusivas no contrato com clientes que recebem pedidos em São Paulo.
Segundo o Procon, a empresa já foi notificada por não zelar pela segurança dos consumidores e por má prestação de serviços, além de outras infrações ao Código de Defesa do Consumidor.
A multa de R$ 2.52 milhões foi aplicada por meio de processo administrativo e a empresa tem o direito à defesa. O G1 questionou a Ifood se gostaria de se manifestar sobre a multa do Procon e aguarda retorno.
O Procon diz ter recebido dezenas de denúncias de consumidores que reclamaram terem sido vítimas de golpes aplicados por entregadores do iFood, que cobraram valores superiores aos efetivamente devidos.
“A empresa responde pelos atos de seus prepostos, não importa que os entregadores não sejam seus funcionários; ela deve se responsabilizar pelos seus representantes”, afirmou Fernando Capez, secretário de defesa do consumidor do Estado de São Paulo.
Além dessa prática, o iFood permitiu também aos fornecedores parceiros a imposição de valor mínimo para finalização do pedido e não informa sobre a quantidade de alimentos oferecidos e entregues.
Segundo o Procon, a Ifood insere em seu contrato cláusulas abusivas e ilegais, como a afirmação de que “não se responsabiliza pela prestação do serviço contratado pelo consumidor” e que poderá alterar os termos do contrato de forma unilateral.
Procon multa iFood em R$ 2,5 milhões por fraudes na maquininha e cobranças abusivas de entregadores
