Procura por conserto de respiradores cresce 50% em empresa de Ribeirão Preto: ‘Rotina frenética’


Desde o início da pandemia, equipe fez manutenção em cerca de 80 equipamentos. Tempo de espera diminuiu e a maioria dos hospitais quer o serviço feito no mesmo dia, diz engenheiro. Conheça a rotina de engenheiros e técnicos que fazem a manutenção de respiradores
Peça-chave no tratamento de pacientes com sintomas graves de coronavírus, os respiradores também precisam de cuidados. Uma empresa de Ribeirão Preto (SP) que conserta equipamentos hospitalares viu a procura pelo serviço crescer 50% desde o início da pandemia.
A maioria dos equipamentos que chegam à empresa são respiradores, não só os que estão quebrados, mas os que precisam de manutenção preventiva também, para que os hospitais não corram o risco de falhar no atendimento ao paciente das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
“Mudou muita coisa pra gente. Os leitos estão sobrecarregados, então a demanda é muito grande. Recebemos toda a linha de equipamentos de UTI, mas a maior urgência são os ventiladores pulmonares”, diz o engenheiro elétrico Hudinilson Gregoldo.
Engenheiros trabalham aos finais de semana e feriados para consertar respiradores em Ribeirão Preto (SP)
Aurélio Sal/EPTV
Rotina intensa
Este ano, a equipe de Hudinilson fez a manutenção de cerca de 80 respiradores. O trabalho começa na segunda-feira e, se precisar, não tem pausa nem aos finais de semana e feriados. Na sala onde os consertos são realizados, qualquer barulho diferente, por menor que seja, é sinal de alerta.
“A rotina é bem frenética. O equipamento tem que chegar de manhã e sair no período da tarde. Algumas situações a gente não consegue atender, mas a equipe se esforça para conseguir fazer o melhor”, diz o engenheiro.
Ao final do conserto, o respirador passa ainda por testes de volume, pressão e frequência. Afinal, dali nada pode sair errado, para que o paciente não corra risco de depender do equipamento e não tê-lo em funcionamento.
“Nossa responsabilidade é gigantesca, porque, sem os equipamentos, quem está lá na ponta, como um enfermeiro ou a equipe técnica, não consegue trabalhar. A cobrança dos clientes é bem grande”, diz o engenheiro.
Procura por conserto de respiradores cresce em Ribeirão Preto (SP)
Aurélio Sal/EPTV
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By Midia ABC

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