Professores dispensados pela prefeitura de Rio Claro têm auxílio emergencial bloqueado


Ao solicitar o benefício, cadastro aponta vínculo com a prefeitura, o que bloqueia o repasse. Secretaria da Educação emitiu declaração afirmando que os profissionais não têm o vínculo. Professores dispensados pela Prefeitura de Rio Claro têm auxílio emergencial bloqueado
Professores, monitores e serventes que eram contratados para prestar serviços eventuais em Rio Claro (SP), mas foram dispensados em março por conta da pandemia, tiveram o auxílio emergencial bloqueado.
Ao solicitar o benefício, o cadastro dos profissionais aponta que há vínculo com a prefeitura, o que bloqueia o repasse do auxílio do Governo Federal. Segundo informações de funcionárias eventuais, cerca de 900 pessoas se encontram nessa situação.
A Secretaria Educação confirmou que esses trabalhadores não têm vínculo municipal e começou a fornecer uma declaração reforçando a alegação, devido à grande quantidade de pessoas que procuraram a prefeitura. Contudo, o desbloqueio não ocorreu.
Secretaria da Educação de Rio Claro (SP) emitiu declaração que professores dispensados não tem vínculo municipal
Reprodução EPTV/Ronaldo Oliveira
Desamparo
A monitora Joice Barbiratto, que trabalhou durante três anos com educação infantil, é uma das pessoas que estão com o problema de bloqueio do auxílio. Ela era prestadora de serviços e não fazia parte do quadro de servidores municipais de carreira.
Em março, Joice e várias colegas foram demitidas. Desempregadas recorreram ao auxílio emergencial, mas a maioria só conseguiu receber a primeira parcela e temem que precisem devolver devido ao erro do sistema.
Funcionária eventual de Rio Claro (SP) comenta que está passando necessidade sem auxílio emergencial
Reprodução EPTV/Ronaldo Oliveira
Uma funcionária que não quis ser identificada, diz que a falta do auxílio faz muita diferença. Ela tem dois filhos e está com dificuldades para manter a casa.
“[O auxílio] foi a única coisa que restou, porque a gente não teve apoio da Secretaria da Educação, não teve apoio da Prefeitura, de ninguém, e a gente contava com esse dinheiro, pelo menos pagava algumas contas para a gente”, comentou.
Doações
Sem renda desde abril, as profissionais buscam resolver o impasse, mas estão endividadas e encontram dificuldades para imprimir os papéis que precisam ou comparecer aos locais. Para sobreviver, a comunidade ajuda.
“A gente se vira com doações, o Sindicato dos Metalúrgicos está dando uma cesta básica, mas também já finalizou, porque eles também dependem de doações para nos ajudar”, comentou Joice.
De acordo com a Prefeitura, há a distribuição de cestas básicas pelo município, mas a ação segue critérios sociais, então quem necessitar, precisa realizar o pedido para ser avaliado. Mais informações podem ser obtidas pelo número (19) 3522-1801.
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By Midia ABC

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