Levantamento de distribuidora de livros digitais apontou que a procura por e-books passou de 9 milhões de exemplares digitais de março a abril. A quantia equivale a 80% do volume comercializado em todo o ano de 2019.
Pandemia aumenta procura por e-books
Um levantamento feito por uma distribuidora de livros digitais apontou que a procura por e-books passou de 9 milhões de exemplares digitais de março a abril. A quantia equivale a 80% do volume comercializado em todo o ano de 2019.
Segundo a gerente de marketing de uma empresa de livros Cristine Gomes, na pré pandemia a distribuição diário era de 22 mil títulos de e-books. Entre 15 de março até o final de abril, a distribuição aumentou para 200 mil títulos por dia.
“Logo que começou a pandemia, as editoras entraram em um movimento de incentivo à leitura. Então algumas disponibilizaram as obras gratuitamente ou deram desconto”, explica a gerente de marketing.
Ainda de acordo com a empresa , os livros de ficção e autoajuda foram os mais procurados. A expectativa é que o crescimento por exemplares digitais continue mesmo depois que a pandemia acabar. “Do nosso catálogo tivemos três gêneros que tiveram alta procura: ficção, autoajuda e desenvolvimento profissionais e de cunho religioso”, ressalta Cristiane Gomes.
A estudante Maria Beatriz Sanches Costa sempre gostou de ler, mas na faculdade só tem espaço para os livros técnicos. Na quarentena, ganhou um e-reader, dispositivo para leitura de livros digitais.
“Eu estou gostando bastante porque a iluminação é boa e a tela também. Não cansa a vista e dá para ler em locais que não têm muita iluminação”, relata a estudante.
Agora não vê a hora de conhecer novas histórias através do mundo digital. “Existe uma variedade muito grande de livros. Conseguimos baixar diversos títulos gratuitos ou com preço acessível”, conta a estudante.
Assim como Maria Beatriz, para continuar com o hábito da leitura em casa nesta quarentena, muita gente preferiu deixar de lado o tradicional livro e achou melhor se aventurar nos e-books. Se o leitor ganha em economizar espaço dos livros em apenas um aparelho, os escritores também são beneficiados.
A moradora de Biritiba Mirim Júlia Fernandes é apaixonada pela leitura e passou a escrever as próprias histórias.
Antes da pandemia, ela vendia em torno de 10 livros por mês, com o isolamento social, o número aumentou para 40.
“Eu resolvi escrever esse livro infantil com tema pandemia para entreter as crianças, justamente por causa do crescimento na venda dos e-books. Eu notei aumento no infantil e no romance, porque eu tenho 14 romances publicados em e-books e eu notei um grande aumento”, ressalta a escritora.
A escritora acredita que qualquer que seja o livro, tradicional ou digital, o importante é incentivar a leitura.
“Para as crianças que gostam muito dos aparelhos digitais, é um meio de incentivo a leitura, porque neste momento que eles não podem sair para brincar, eles tiveram esse contato com os livros, e os que gostaram vão continuar lendo os e-books”, conta Júlia Fernandes.
Quarentena aquece mercado de e-books; ficção e autoajuda são os mais procurados
