Reajuste, validade vencida e mais: Procon Campinas registra 649 denúncias com prejuízo à coletividade na pandemia


Número se refere a reclamações com reflexo na sociedade, e é 95% maior do que o registrado em todo o ano passado. Maioria das queixas é sobre abuso nos preços na quarentena. Arroz é o novo vilão da quarentena para o bolso dos consumidores
Thinkstock via BBC
Denúncias de reajuste abusivo de preços, validade vencida de produtos e falta de atendimento prioritário são queixas frequentes na quarentena da Covid-19 em Campinas (SP) e, junto com outros temas, respondem por 649 denúncias desde março até a primeira quinzena de setembro.
O número se refere a reclamações com reflexo na coletividade, e é 95% maior do que o registrado em todo o ano passado, quando foram 332.
Em entrevista ao G1 nesta segunda-feira (14), o chefe de atendimento do Procon Campinas, Eder Gomes, afirmou que a maior parte das denúncias feitas na pandemia do coronavírus são relativas ao aumento exagerado dos preços pelos estabelecimentos.
“Iniciou com máscaras de proteção, álcool em gel e passou para os itens da cesta básica. Deu uma parada, e nas últimas duas semanas a gente percebeu aumento neste tipo de denúncia. Pacote de arroz de 5kg chegou a ser observado na denúncia com valor de R$30”, explicou Gomes.
Nos últimos 15 dias, 30 reclamações sobre esse tema foram computadas, cada uma referente a um estabelecimento e todas com prejuízo coletivo – uma qualificação que diferencia essas denúncias das de prejuízos particulares, como um atraso na entrega de um consumidor.
Preço do álcool em gel chegou a dobrar em algumas lojas de Campinas no início da pandemia
Reprodução/EPTV
Arroz e outros
O arroz foi o produto mais citado nos últimos dias, com alta nos preços percebida em todo o estado e em outras regiões do país.
Em Campinas, as queixas também citam os valores de leite, feijão carioquinha e óleo de soja. Dos 30 estabelecimentos, 16 já foram vistoriados pelos agentes do Procon, que solicitam notas fiscais e fazem o comparativo com o preço aplicado aos clientes para verificar se há abuso. Alguns valores apontados foram:
Arroz: R$ 30,00 para um saco de 5kg
Óleo de soja: R$ 8,79 para 1 litro
Leite: R$ 5,10 para 1 litro
Feijão carioquinha: R$ 6,00 para 1kg
Preço do arroz chegou a ser denunciado a R$ 30 reais em Campinas
Reprodução/EPTV
Abuso resulta em multa
As empresas têm prazo de dez dias para apresentar a documentação solicitada pelos agentes. Constatada a aplicação de preços sem justa causa, o Procon pune o estabelecimento com multa, que pode variar na cidade de R$ 722 a R$ 10 milhões, dependendo do porte e do faturamento da empresa. A medida está prevista no Código de Defesa do Consumidor (CDC).
“O que a gente sempre orienta o consumidor é para fazer uma compra consciente, uma pesquisa. Cabe ao consumidor avaliar, porque não tem um tabelamento desse preço. A gente recebe a denúncia e vai investigar para entender.”
Como reclamar?
Desde o início da pandemia da Covid-19, o Procon Campinas afirma que tem trabalhado intensamente diante do volume de reclamações registradas.
Os canais para o consumidor registrar uma queixa são: telefone 151, aplicativo do Procon Campinas e o site do órgão de defesa do consumidor na internet.
“Quanto mais informações os consumidores passarem , melhor a denúncia pode ser analisada.”, completa Gomes.
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Arte/G1
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By Midia ABC

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