
Levantamento da EPTV considera dados registrados pelo Instituto Reclame Aqui sobre as dez maiores cidades. Problemas incluem entregas de produtos, trocas e cancelamentos. Reclamações contra lojas online aumentam 70,7% nas regiões de Campinas e Piracicaba
As reclamações de clientes insatisfeitos contra lojas online aumentaram 70,7% nas dez maiores cidades das regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP), segundo dados fornecidos pelo Instituto Reclame Aqui para a EPTV. O levantamento mostra que de janeiro a julho deste foram feitas 11,2 mil queixas aos serviços de atendimento ao consumidor (SACs), ante 6,5 mil no mesmo período de 2019.
A lista de motivos que provoca dores de cabeça nos compradores, de acordo com a pesquisa, passa por problemas como demora na entrega de produtos ou cancelamento, pagamentos cobrados a mais, pedidos incompletos na entrega, além de falhas para devolução ou quando há solicitação de trocas.
O levantamento inclui dados de Campinas (SP), Americana (SP), Sumaré (SP), Limeira (SP), Piracicaba (SP), Hortolândia (SP), Valinhos (SP), Mogi Guaçu (SP), Indaiatuba (SP) e Santa Bárbara d’Oeste (SP).
Veja abaixo tabela com variação por município.
Queixas contra lojas online nas regiões de Campinas e Piracicaba (jan-jul)
Drama
A coordenadora técnica Ana Paula de Moura está entre os moradores que contribuíram para aumento das estatísticas. Além de pagar por um guarda-roupa que não recebeu, ela comprou um jogo de calotas para o automóvel e recebeu somente uma peça, enquanto que o filho comprou um fone de ouvido e o equipamento apresentou defeito.
“Eu vejo como uma falta de respeito e uma falta de respeito com o cliente, ainda mais neste momento que estamos vivendo”, critica.
A coordenadora técnica Ana Paula de Moura
Reprodução / EPTV
Orientações
Quando o SAC do estabelecimento é insuficiente para resolver o problema do consumidor, a orientação é para que o cliente busque auxílio com uma ouvidoria. “É como se fosse uma segunda instância do serviço. Quando ele não funciona, aí eu posso acionar a ouvidoria da empresa. Ela tem cinco dias para responder ao cliente”, explica a advogada Carolina Bittencourt.
Caso o impasse permaneça sem solução, é possível recorrer ao Procon e, em último caso, iniciar um processo judicial. “Não conseguiu resolver no Procon, embora a empresa tenha sido multada, mas o direito dele não foi resolvido. Ele [cliente] pode mover uma ação tanto para devolução dos valores, uma ação de indenização por danos materiais, e esses valores serão corrigidos pela demora ou porque quer que tenha acontecido, e também por dano moral”, destacou a especialista.
A advogada Carolina Bittencourt
Reprodução / EPTV
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