
O ato homenageou os 50 trabalhadores de hospitais público do estado de SP que faleceram vítimas da doença durante a pandemia, segundo os cálculos do sindicato da categoria. Trabalhadores da saúde vítimas da Covid-19 são homenageados
Trabalhadores da saúde ligados ao Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP) fizeram nesta sexta-feira (14) um ato em memória dos colegas da saúde pública estadual que faleceram por causa da Covid-19.
A manifestação aconteceu em frente ao Instituto de Infectologia Emílio Ribas, o Instituto Adolfo Lutz e o Hospital das Clínicas de São Paulo, no bairro de Cerqueira César, Zona Oeste da capital, homenageou os 50 trabalhadores de hospitais público do estado de SP que faleceram vítimas da doença, segundo os cálculos do sindicato.
Carregando bexigas com o nome dos colegas mortos na linha de frente do combate ao coronavírus, o ato também fez uma caminhada até a sede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), na Avenida Doutor Arnaldo.
No ato, os profissionais de saúde pediram mais atenção das autoridades de São Paulo para a proteção dos profissionais de saúde durante a pandemia e também pediram proteção e mais verbas para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Ato de trabalhadores da saúde do estado de São Paulo na Avenida Doutor Arnaldo, Zona Oeste da capital.
Divulgação/SindSaúde-SP
Saúde municipal
De acordo com reportagem publicada pelo G1 nesta sexta-feira (14), cerca de 26% dos profissionais da saúde municipal da capital paulista já foram diagnosticados com a Covid-19. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), dos 90 mil profissionais, 23.679 foram infectados pelo coronavírus desde o início da pandemia até julho de 2020 e 45 faleceram em decorrência da doença.
Ainda, segundo a pasta, 31.482 profissionais da saúde do município apresentaram quadros suspeitos, mas foram descartados.
De acordo com a análise feita pela Secretaria Municipal de Saúde, a elevação de casos entre os profissionais de saúde aconteceu entre os dias 28 de março e 17 de maio, depois houve uma ligeira queda, mas o número voltou a crescer em meado de junho, quando atingiu um pico, com quase 200 casos confirmados, mais de mil em investigação e mais de 800 descartados.
Profissionais da saúde usam roupas e equipamentos de proteção durante trabalho no hospital de campanha montado no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo
Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
Em junho, também houve um pico de registros de pessoas com síndromes gripais na capital paulista. No dia 1º do mês foram registrados 9.706 casos da doença, destes, 3 mil foram diagnosticados com a Covid-19.
Na quinta-feira (13) a cidade de São Paulo registrava 3.931 profissionais da saúde afastados, sendo 1.117 em razão da Covid-19 e 2.787 devido a síndrome gripal.
Até quinta-feira (13) foram registrados na capital paulista 10.488 mortes e 267.239 de casos de Covid-19, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Já de acordo com Secretaria Estadual de Saúde, na quinta (13) a capital paulista registrava 231.203 casos confirmados e 10.453 óbitos. O critério de notificação adotado pela prefeitura é diferente do da gestão estadual, pois a administração municipal considera a data em que as mortes ocorreram e não a data de registro.
Mortes em SP
O estado de São Paulo registrou 234 novas mortes por coronavírus em 24 horas nesta quinta-feira (13). Além dessas mortes, foram incluídas ainda 221 óbitos que ocorreram no decorrer da pandemia e que, por conta de novas diretrizes do Ministério da Saúde, foram incluídos no balanço do estado apenas nesta quinta.
Com isso, o total de vítimas da Covid-19 em SP desde o início da pandemia sobe para 26.324, com 455 mortes incluídas nas últimas 24h. Na terça-feira, o valor diário de 420 mortes foi o segundo maior já registrado desde o início da pandemia.
Também foram registrados nesta quinta 19.274 novos casos de Covid-19, elevando o total para 674.455.
As novas confirmações em 24 horas não significam, necessariamente, que as mortes e casos aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas no sistema neste período. Os valores costumam ser menores aos finais de semana e segundas-feiras.
SP bate recorde de casos e de mortes de Covid após mudança no critério do governo federal
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Trabalhadores da saúde fazem ato em homenagem aos profissionais mortos na linha de frente da Covid-19 em São Paulo
