
São Paulo registrou nesta segunda-feira (31) 30.014 óbitos no total e 804.342 casos confirmados da infecção. Praias cheias e festas clandestinas despertam preocupação em São Paulo
Vídeos mostram festas clandestinas organizadas durante o fim de semana no estado de São Paulo. Uma delas aconteceu no Ipiranga em um galpão fechado e outra em um espaço aberto em uma piscina, em Guarulhos, na grande São Paulo.
O infectologista do Hospital Emílio Ribas, Jamal Suleiman, diz que locais como festas e baladas, com aglomeração e pessoas sem máscara, independente do local ser aberto ou fechado, o risco é igual a de um laboratório que faz pesquisas com o coronavírus.
“Se você tiver num lugar desse o que você está fazendo é entrar num laboratório que manipula vírus sem nenhuma proteção”, disse Jamal.
A Prefeitura de São Paulo disse que interditou dois estabelecimentos neste fim de semana na região do Ipiranga que realizavam festas clandestinas. Já a Prefeitura de Guarulhos disse que durante a quarentena lacrou 11 estabelecimentos e multou mais de 600.
Nesta segunda-feira (31) o estado ultrapassou 30 mil óbitos por coronavírus. Nas últimas 24 horas foram registrados 36 óbitos e 938 casos confirmados da doença, com isso, o estado atingiu 30.014 óbitos no total e 804.342 casos confirmados da infecção desde o início da pandemia.
Praias
Aglomerações também foram registradas nas praias do litoral paulista. Em Santos, este foi o primeiro final de semana em que os ambulantes tiveram autorização para vender comidas e bebidas, mas os clientes não poderiam consumir na areia.
De acordo com a concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes cerca de 200 mil veículos desceram para a baixada santista no sábado (29) e no domingo (30), 60 mil a mais do que no final de semana anterior.
A prefeitura da cidade disse que vai elaborar durante a semana uma estratégia conjunta com o governo do estado para conscientizar os turistas que descerem ao litoral no feriado do dia 7 de setembro.
Multidão lotou as praias neste domingo (30) em Santos, SP
Alexsander Ferraz/ A Tribuna Jornal
No litoral norte, os banhistas já podem montar o guarda-sol respeitando o distanciamento estabelecido pela prefeitura da cidade. Em Ubatuba, por exemplo, a distância exigida é de 6 metros.
Para especialistas, o distanciamento e o uso de máscaras devem ser respeitados mesmo ao ar livre, senão, o risco de contrair o vírus é alto.
“O problema nesse ambiente de praia é o grande número de pessoas ocupando um espaço muito pequeno. Esse é o risco e nesses ambientes, ninguém come de máscara. No instante de baixar a guarda, fica vulnerável à transmissão”, disse o infectologista do Hospital Emílio Ribas, Jamal Suleiman.
O governador João Doria (PSDB) disse nesta segunda-feira (31) que poderia enviar a Polícia Militar para evitar novas aglomerações na praia no feriado de 7 de setembro se os prefeitos da região fizerem a solicitação.
“Nós daremos apoio, mas quem faz a solicitação deve ser sempre conduzido pela prefeita ou pelo prefeito do município que tem também a Guarda Civil Metropolitana e tem os instrumentos legais para amparar medidas orientativas e coercitivas se necessário”, disse Doria.
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