Vigilante é preso suspeito de matar ex-mulher a tiros na frente do filho em Embu das Artes, na Grande SP


Homem foi detido em flagrante pela polícia e indiciado por feminicídio e violência doméstica. Ele havia furtado uma arma para cometer crime na terça (29), segundo Secretaria da Segurança Pública. Natalino Júnior foi preso por feminicídio ao matar a tiros a ex-mulher, Liliane Souza, na frente do filho deles em Embu das Artes
Reprodução/Arquivo pessoal/Redes sociais
Um vigilante de 24 anos foi preso em flagrante na última terça-feira (29) por suspeita de matar a tiros a ex-mulher, uma farmacêutica de 28 anos, na frente do filho deles, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Segundo policiais ouvidos pelo G1, a vítima tinha medida protetiva autorizada pela Justiça contra o ex-marido, contra quem já tinha feito ao menos três queixas por invasão, ameaça e ofensas.
De acordo com o boletim de ocorrência do caso, registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade, Natalino Silva Santos Júnior confessou que invadiu a casa onde Liliane Santos Mota de Souza morava com a criança e matou a ex. Ele disse que não aceitava o fim do relacionamento. O casal se separou em julho após ficar casado por quatro anos.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o homem foi preso pela Polícia Militar (PM) e foi indiciado pela Polícia Civil por feminicídio e violência doméstica. Segundo a lei, o feminicídio é uma qualificadora do crime de homicídio e ocorre quando há “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”.
Ele também foi autuado por furto, porque pegou a arma usada no crime de uma empresa de vigilância particular para a qual trabalhava, segundo a pasta da Segurança.
Natalino é conhecido como Júnior e costumava postar vídeos nas redes sociais sobre fisiculturismo e jiu-jitsu, esporte que praticava.
Rua em Embu das Artes, na Grande São Paulo, onde mulher foi morta a tiros pelo ex-marido
Reprodução/Google Maps
O crime
A Polícia Militar foi até o local do crime após ter sido acionada por vizinhos para atender a uma ocorrência de disparo de arma de fogo na Rua Vicente Leporace. Segundo o registro na delegacia, os policiais detiveram o ex-marido da vítima quando ele tentou fugir em uma moto.
Ainda de acordo com os agentes da PM, Júnior confessou ter atirado na ex-mulher. Um revólver calibre 38 foi encontrado com ele. A arma havia sido furtada de uma empresa de vigilância.
O boletim policial informa que o vigilante declarou que retirou a arma do cofre da empresa onde trabalhava. Ele seria segurança de um posto de combustíveis, segundo investigadores.
Júnior falou que foi armado à casa de Liliane e invadiu o imóvel à espera da ex-mulher, que foi abordada quando saiu, segundo o BO. Ele ainda contou que ela correu e ele atirou em suas costas. O filho dos dois presenciou o crime, segundo a polícia.
O vigilante ainda teria dado mais tiros na farmacêutica, de acordo com os policiais. Em seguida, pegou a criança e deu a um vizinho, dizendo que “estava fora de si” e havia “feito uma besteira”.
Segundo a polícia, além da medida protetiva que a Justiça deu a Liliane para que Júnior não se aproximasse da ex, a mulher também havia registrado boletins de ocorrência contra o vigilante. O último foi no dia 7 de setembro, porque o homem estava descumprindo a medida. Outros são do dia 19 e 31 de julho, por invasão à residência, ameaça e xingamentos.
Feminicídio
Número de feminicídios no 1° semestre é o maior desde 2016
Com 87 casos registrados ao longo do primeiro semestre deste ano, os feminicídios no estado de São Paulo atingiram a maior marca para o período desde 2016, de acordo com levantamento feito pelo G1 e GloboNews com base em boletins de ocorrência e na estatística criminal da Secretaria Estadual da Segurança Pública.
O feminicídio foi tipificado como crime hediondo em março de 2015.
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By Midia ABC

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