
Expectativa é recolher 400 kg de lixo. Ações como essa acontecem simultaneamente em 125 países neste sábado. Voluntários se juntam para limpar a Represa de Guarapiranga
Voluntários se uniram na manhã deste sábado (19) para retirar o lixo da Represa Guarapiranga, na Zona Sul de São Paulo. A expectativa é recolher 400 kg de lixo. Ações como essa acontecem simultaneamente em 125 países neste sábado.
Neste ano, com maior consumo de água por causa da pandemia, a Represa Guarapiranga, um dos maiores reservatórios da região metropolitana, passou de 83% da capacidade para 47%. Com mais faixa de terra a vista, apareceram latas, garrafas, chinelos e copos de plásticos.
“Não é um projeto que começa e acaba hoje. Ele é um projeto para o ano inteiro porque você tem toda uma conscientização do que deve ser feito, então isso vai para exemplos em escolas, em creches”, disse a voluntária Adriana Lima.
As ações de conscientização também acontecem em outras regiões da cidade, como Pinheiros, na Zona Oeste, que conta com pontos para descarte de lixo eletrônico.
A Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), responsável pela represa, informou que realiza ações socioambientais no local, e disse ainda que já retirou, junto com a Sabesp, mais de 163 mil metros cúbicos de resíduos da represa.
Voluntários se unem para limpar a Represa Guarapiranga no Dia Mundial da Limpeza
Reprodução/TV Globo
Neste período sem chuva, uma enorme mancha verde apareceu na Represa Billings, outro grande reservatório da região metropolitana. O cheiro forte também incomoda quem vive no entorno das margens da represa.
A pesquisadora Marta Marcondes, da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, explica que com menos água, a concentração de poluentes aumenta. A situação se agrava com calor que favorece a proliferação de microalgas que se alimentam de esgoto.
“São áreas extremamente adensadas e que, infelizmente, o esgoto daquelas residências do entorno chega ao reservatório sem tratamento. E é matéria orgânica que essas algas, essa cianobactérias utilizam para sua alimentação. Então, você tem um cenário muito propício para isso. Você tem comida em grande quantidade e você tem calor que faz com que essas algas se proliferem”, disse Marta.
A Sabesp informou que despoluiu os córregos que deságuam na região da Billings. Disse também que há obras em andamento na região, com previsão de término para 2022, que vão beneficiar moradores da capital, Diadema, São Bernardo do Campo, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
Cachorro nada em enorme mancha verde na Represa Billings
Reprodução/TV Globo
Voluntários se unem para limpar Represa Guarapiranga no Dia Mundial da Limpeza
