
Levantamento da Acirp ouviu 154 associados entre os dias 20 e 27 de julho. Dentre os entrevistados, 11% admitem encerrar as atividades nos próximos dias. Uma pesquisa da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) apontou que 51,3% das empresas do município demitiram ao menos um funcionário desde o início da pandemia de Covid-19 e 11% podem encerar as atividades nos próximos dias.
O levantamento foi realizado entre os dias 20 e 27 de julho e ouviu 154 associados com ao menos cinco anos de funcionamento e dois ou mais empregados.
O estudo também mostrou que 94,8% dos empresários ouvidos já adotaram medidas que auxiliam na reestruturação do quadro orçamentário e de funcionários. Desses, 48,7% já concederam férias aos colaboradores.
Os outros 46,1%, segundo a Acirp, estão estão amparados na Medida Provisória 936, convertida na Lei 14.020/2020 pelo Governo Federal, que permite a redução de jornada e salário dos trabalhadores, além da suspensão dos contratos de forma temporária durante a pandemia com custos da União.
Parte do comércio está de portas fechadas devido ao coronavírus em Ribeirão Preto
Sérgio Oliveira/EPTV
Restrições
Serviços não essenciais, como comércio, estão com as portas fechadas em Ribeirão Preto desde março, quando foram adotadas medidas mais restritivas pela Prefeitura para conter o avanço do novo coronavírus entre os moradores.
As lojas, por exemplo, só podem funcionar nos sistemas de delivery ou drive-thru. O take out, que é quando o cliente vai à porta do estabelecimento para retirar o produto, até funcionou. Mas um decreto municipal proibiu essa modalidade de vendas alegando que podeira causar aglomerações.
Desde junho, quando entrou em vigor no estado o Plano São Paulo, que organiza a volta das atividades durante a pandemia, o comércio de Ribeirão Preto só ficou aberto por duas semanas, entre 1º e 14 de junho, quando a cidade estava na fase 2 (laranja) de retomada.
Setor de alimentação fecha 2 mil empresas em Ribeirão Preto
Comércio fechado na manhã desta quinta-feira (30), no centro de Ribeirão Preto (SP)
Reprodução/EPTV
Pelos cálculos do estado, a situação da proliferação do vírus piorou no município e na região após a reabertura. Com isso, a cidade, sede da Diretoria Regional de Saúde 13, foi rebaixada para a fase 1 (vermelha) no dia 15 de junho e não saiu mais. A etapa é a mais restritiva e permite somente o funcionamento dos serviços considerados essenciais.
Reflexos das medidas de restrições no município podem ser vistos, também, pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na terça-feira (27) pelo Ministério da Economia.
Somente no primeiro semestre, Ribeirão Preto perdeu 8.124 postos de emprego, sendo 95,4% dessas vagas no setor de serviços e comércios, respectivamente com 4.319 e 3.437 empregos a menos.
Comércio de Ribeirão Preto: em fase 2 do Plano SP, cidade não pode permitir funcionamento de serviços não essenciais
Reprodução/EPTV
Fôlego
Todo esse cenário, de acordo com a pesquisa da Acirp, pode levar 11% dos empresários ouvidos na pesquisa a encerrarem as atividades nos próximos dias.
O estudo também mostrou que 15,6% dos estabelecimentos aguentam mais um mês abertos caso o faturamento atual continue sendo o mesmo.
Outros 21,4% disseram que ainda podem manter as vendas entre 31 e 60 dias, 13,6% seguem trabalhando entre 61 e 90 dias e 16,2% têm orçamento para continuar entre 91 e 180 dias.
Por outro lado, 22,1% dos entrevistados declararam que o faturamento atual permite a continuidade dos trabalhos a longo prazo, sem preocupações com o fechamento imposto pela pandemia.
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