
Um operador de telemarketing de 20 anos foi preso em flagrante, logo após o crime, no dia 18 de julho. Outros dois adolescentes também foram identificados e ouvidos, segundo a polícia. Guarda municipal é espancado ao dispersar aglomeração em Mogi das Cruzes (SP)
A Polícia Civil de Mogi das Cruzes indiciou mais três suspeitos de participação no espancamento de um guarda municipal no dia 18 de julho, no Parque Parque Botyra Camorim Gatti. De acordo com o Setor de Investigações Gerais (SIG), eles confessaram participação no crime e foram indiciados por tentativa de homicídio duplamente qualificado. Ainda segundo a polícia, dois adolescentes também foram identificado e ouvidos.
O guarda Marcelo Moreno da Costa, de 56 anos, foi agredido ao atender a um chamado para verificar uma aglomeração no parque, que é aberto, já que a cidade está em meio à quarentena provocada pelo coronavírus. O guarda trabalha na corporação há 17 anos e disse que foi agredido assim que desceu da viatura e desmaiou. Um vídeo gravado por pessoas que estavam no local mostra que o GCM continuou sendo espancado desacordado por, pelo menos, 10 pessoas (assista abaixo).
Guarda municipal é espancado ao dispersar aglomeração em Mogi das Cruzes
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Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, o SIG chegou aos suspeitos após diligências e depois de ouvir testemunhas e analisar imagens das câmeras de segurança.
Apenas um dos agressores, um operador de telemarketing de 20 anos, foi preso logo após o crime. A prisão em flagrante foi convertida pela Justiça em preventiva.
“Só me lembro de ter levado uma pancada e ter ido ao solo. Não me lembro de mais nada. Geralmente tem retaliação, atiram coisas na viatura, agridem a gente verbalmente, mas na maneira que aconteceu foi a primeira vez e eu espero que seja a última. Que Deus quiser, que seja a última”.
GCM de Mogi das Cruzes relata que espancado ao averiguar aglomeração
Marcelo Moreno Costa/Arquivo Pessoal
Durante as agressões, de acordo com informações da polícia, os suspeitos também levaram um spray de pimenta, um bastão e parte do uniforme do GCM. A Prefeitura de Mogi informou, em nota, que está prestando todo apoio ao guarda ferido.
Vídeo mostra que guarda municipal continuou sendo agredido por diversas pessoas mesmo desacordado
Reprodução/TV Diário
A agressão
O guarda relata que no sábado (18) participava de uma operação conjunta com a Polícia Militar para combater aglomerações, consumo de bebidas alcoólicas e entorpecentes em ambientes públicos de Mogi das Cruzes.
Ele estava na viatura com uma guarda quando recebeu a denúncia de que havia um grupo de pessoas na região do Centro Cívico. A equipe foi até o local para averiguar e, segundo Marcelo, a viatura foi atacada logo que chegou ao parque.
“Estávamos a 20 ou 30 metros das outras viaturas. Escutamos um barulho forte na viatura e na hora não dava pra distinguir o que era. Infelizmente a gente teve que parar. Na hora que nós paramos a viatura, o pessoal já veio para cima da gente”.
O guarda afirma que sentiu uma pancada na cabeça e que caiu no chão desmaiado. Ele relata que as agressões continuaram, mas que não se lembra. No hospital passou por exames de tomografia da face e raio-x.
“Graças a Deus não aconteceu nada de pior, não houve nenhuma fratura. Sofri luxações no rosto, que está bem inchado, olho roxo por causa do chute e muita dor nas costelas. Levei muitos chutes”, diz Moreno.
Para ele, a maior preocupação é com a família. A expectativa de Marcelo é que o caso fique como exemplo para a população e que os episódios não se repitam.
“Eu espero que, com essas imagens aí, esse pessoal que gosta de fazer pancadão, que gosta de fazer essas bagunças na rua, que pense um pouco antes de fazer esse tipo de coisa”, conclui.
Mais três são indiciados por espancamento de guarda municipal que verificava aglomeração em Mogi
