Delegacias de defesa da mulher de São Paulo passam a atender mulher independente do sexo biológico

Segundo a coordenadora das delegacias de defesa da mulher de São Paulo, apesar da Lei Maria da Penha sempre proteger as mulheres independente do sexo biológico, a criação do decreto formalizou o processo de atendimento. Delegacia de Defesa da Mulher passa a realizar atendimentos para transexuais
As delegacias de defesa da mulher de São Paulo estão realizando atendimentos de vítimas de violência levando em consideração a identidade de gênero e não apenas o sexo biológico.
Segundo a coordenadora das delegacias de defesa da mulher de São Paulo, Jamila Jorge Ferrari, desde a criação da primeira delegacia especializada no atendimento para mulher ocorreram muitas mudanças na lei.
“A Lei Maria da Penha cria mecanismo para proteger a mulher, em relação ao gênero, que inclui as mulheres trans e travestis. Nós sabemos que antes essas mulheres por medo de serem revitimizadas não procuravam as delegacias das mulheres, com a mudança, nós deixamos claro que estamos protegendo todas as mulheres e não importa o sexo biológico”, explica a coordenadora.
De acordo com Jamila Jorge Ferrari, apesar da Lei Maria da Penha sempre proteger as mulheres independente do sexo biológico, a criação do decreto formalizou o processo de atendimento. “Agora, independente de concordar ou não, os policiais e delegados terão que dar atendimentos a essas mulheres”, ressalta a coordenadora.
Ainda segundo a coordenadora, entre os principais motivos do feminicídio estão a tentativa de separação e ciúmes. “Independente de ser uma mulher trans, travesti ou cis, o motivo do feminicídio é sempre quase os mesmos”, ressalta Jamila Jorge Ferrari.
Denúncias podem ser realizadas pelo número 180.
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By Midia ABC

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