
Museu de Arte Moderna começa nesta terça (18) a exibir trabalhos de 16 artistas brasileiros. No próximo sábado (22) serão mostradas projeções em prédios no centro da cidade. Museu de Arte Moderna espalha obras nos pontos de ônibus de SP
Com os museus da capital fechados por causa da pandemia de coronavírus, o Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo decidiu instalar painéis com fotos das obras de seu acervo em 140 pontos de ônibus da cidade. A ação, chamada de #mamnacidade começa nesta terça-feira (18).
Além dos painéis, o MAM projetará, a partir de sábado (22), imagens de seu acervo em edifícios na região central.
As obras de 16 artistas brasileiros estarão expostas nos painéis serão acompanhadas por QR Codes para o espectador receber áudios pelo celular e ouvir o que representa cada uma delas.
São trabalhos emblemáticos de Amélia Toledo, Bárbara Wagner, Berna Reale, Cildo Meireles, Cláudia Andujar, José Antônio da Silva, Maureen Bisilliat, Mário Cravo Neto, Mídia Ninja, Nelson Leirner, Regina Silveira, Rosana Paulino, Rosângela Rennó, Tarsila do Amaral, Tomie Ohtake e Waltércio Caldas.
Os podcasts a respeito das obras podem ser ouvidos no Spotify com áudios de personalidades como Gilberto Gil, Arnaldo Antunes, Laerte Coutinho, Hortência, MC Soffia, Bruna Linzmeyer, Lázaro Ramos, Isabella Fiorentino, João Vicente e Ph Côrtes.
Com o objetivo de tornar a cultura acessível para públicos diversos, cada convidado traz em locuções breves a história dos trabalhos exibidos, dos artistas, o contexto histórico em que foram criados, dentre outras informações sobre as obras.
O MAM decidiu espalhar fotos das suas obras em 140 pontos de ônibus da capital de São Paulo em razão da pandemia
Reprodução/Instagram/MAM
Como forma de ampliar o alcance das obras, o projeto #mamnacidade vai exibir trabalhos de artistas como Cildo Meireles, Maureen Bisilliat e Tomie Ohtake em projeções em edifícios do centro de São Paulo. A exposição a céu aberto acontece no próximo sábado, no domingo (23), e no dia 29 de agosto, sempre das 19h às 20h.
A estreia será na fachada na Rua da Consolação, 753, esquina com a Rua Caio Prado (Centro); a segunda projeção acontece na Rua Santa Isabel, 44 (Santa Cecília); e o término será na Rua Maria Antônia, 77 (Consolação).
Segundo o MAM, a ação reforça a missão do museu em democratizar o acesso à arte e surge, também, como resposta às novas dinâmicas sociais impostas pela pandemia.
“É uma espécie de convite para que as pessoas que passarem nas ruas ou em pontos de ônibus possam se perguntar: ‘o que é isso?’”, disse Cauê Alves, coordenador da mostra do MAM. “O museu, embora esteja com a sua sede fechada, o MAM está aberto para toda cidade. O MAM é um museu que vai além do Parque do Ibirapuera, ele se mistura no fluxo da cidade”.
O MAM fica sob a marquise do Parque Ibirapuera, em um edifício dentro do conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer em 1954 e reformado por Lina Bo Bardi em 1982 para abrigar o museu.
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Com museus fechados por causa da pandemia, MAM instala painéis com fotos de obras em 140 pontos de ônibus na capital de SP
