
Três homens foram mortos em 45 dias. Último caso foi encerrado na quarta-feira. Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos
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A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos (SP) encerrou, na quarta-feira (19), a último inquérito de uma série de três homicídios, ocorridos em um intervalo de 45 dias entre julho e agosto de 2019, no bairro Vila Izabel.
A última investigação concluída foi a da morte do Marcio Rodrigo dos Santos Xavier, de 31 anos, acusado de ter matado Reginaldo Celso Marcomini 39 dias antes de ser morto.
Xavier foi morto, segundo a polícia por Jonathan Rodrigo Neo, de 37 anos, conhecido como Joaninha, que já estava preso por outro assassinato, de Leandro Francisco de Lima Santos.
Crimes
Homem é morto a facadas em São Carlos
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Em 12 de julho de 2019, Reginaldo Celso Marcomini, de 50 anos, foi morto com pauladas e pedradas na cabeça. As investigações apontaram que o crime foi cometido por Márcio Rodrigo Santos Xavier e Bruno de Lima Kubwezer, que também foi indiciado pelo crime.
Segundo o delegado, Marcomini foi morto porque a namorada de Xavier o acusou de tê-la estuprado.
Pouco mais de um mês depois, em 20 de agosto, Xavier foi morto com 13 facadas, na Vila Izabel. No início, a polícia achou que poderia ter sido uma retaliação ao assassinato de Marcomini, mas as investigações apontaram para Neo e um menor de idade que teriam se desentendido com a vítima.
Seis dias depois, Leandro Santos, de 27 anos, conhecido como Bicudinho, também foi morto com uma facada no peito, em uma rua da Vila Izabel.
“Apuramos também o apontamento em cima do Jonathan nesse segundo caso. Nós conseguimos deter o Jonathan, pedimos a prisão temporária e ele confessou que participou deste crime contra o Leandro”, disse o delegado.
Neo confessou o crime, alegando legítima defesa após Santos ir tirar satisfação com ele pela morte de Xavier, mas negou para a polícia que tenha matado Xavier. Porém, confessou mais esse assassinato para um tribunal do crime, em Matão (SP).
“Ele foi levado a esse tribunal do crime por integrantes daquela facção e alegou legítima defesa. Lá ele confessa que matou o Marcinho, que teria partido para cima dele”, disse Aquino.
A polícia apurou que nos dois crimes houve participação do menor, que terá o caso julgado pela Vara da Infância e Juventude.
Segundo o delegado da DIG, a comprovação do crime foi possível graças a provas conseguidas pela polícia de Matão em uma investigação sobre uma organização criminosa.
“Nós juntamos essas provas, interrogamos o Jonathan e ele continua negando. Mas não há dúvidas, porque, além de prova testemunhal, o viram matando, tem provas juntadas e emprestadas dessa outra investigação”.
Neo está preso na Penitenciária de Araraquara acusado pela morte de Santos e agora deverá responder também pela morte de Xavier.
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