
Pesquisa procura por pais ou responsáveis para responderem um questionário online sobre o tema. Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Fabio Rodrigues/G1
Uma pesquisa de mestrado da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em São Carlos (SP) procura voluntários para analisar o impacto do distanciamento social em crianças de 4 a 6 anos.
O estudo é feito por questionário online e realizado no Programa de Pós-Graduação em Terapia Ocupacional (PPGTO) pela terapeuta ocupacional Ana Claudia Moron Betti, sob orientação da professora da UFSCar Patricia Carla Della Barba.
De acordo com a mestranda, a pesquisa tem como objetivo investigar os principais impactos do distanciamento social relacionados à rotina e às ocupações das crianças em idade escolar, de 4 a 6 anos, e discutir quais os recursos disponíveis para apoiar e promover a participação delas nesse contexto.
“Consideramos que este estudo trará benefícios para as crianças, pois deve proporcionar uma compreensão sobre os possíveis impactos do distanciamento social em seus cotidianos e ocupações e sobre como facilitá-las e desenvolvê-las, contribuindo também com projetos futuros sobre o tema”, afirmou a pesquisadora.
O projeto convida pais ou responsáveis por crianças entre 4 e 6 anos para responderem um questionário online que inclui perguntas gerais sobre a criança e sua família, como condições de moradia, renda familiar, acesso aos benefícios governamentais, escolaridade, condições de trabalho, características da criança, entre outras, além de mudanças percebidas pelo adulto em relação às ocupações da criança.
De acordo com a mestranda, caso o voluntário tenha mais de uma criança sob sua responsabilidade e pertencente a essa faixa etária, é necessário preencher um questionário para cada criança.
São cerca de 50 questões e o tempo médio de resposta do formulário é de 10 minutos. A pesquisa estará disponível até 18 de setembro. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail [email protected].
A hipótese é que as famílias estejam encontrando desafios e desenvolvendo estratégias para adequar suas rotinas e promover a participação das crianças em atividades diárias neste período de pandemia da Covid-19.
De acordo com a pesquisadora, alguns autores citam que as famílias têm utilizado estratégias relacionadas à organização de rotinas, autocuidado, fortalecimento de vínculos e engajamentos em ocupações significativas. “Na literatura encontramos impactos relacionados à saúde física e mental das crianças, referentes às oportunidades de movimento, brincadeiras e interação social, bem como às mudanças de rotina.”
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