
Quem ganhar a concessão tem que pagar ainda 12,5% da receita operacional bruta, não podendo ser menos que R$ 10 milhões por ano, segundo o edital. Prefeitura oferece novamente Anhembi à iniciativa privada
A Prefeitura de São Paulo voltou a oferecer o Complexo do Anhembi à iniciativa privada pelo período de 30 anos. Em agosto do ano passado, a concorrência internacional não atraiu nenhum interessado por conta do lance mínimo de R$ 1,45 bilhão, definido pelo Tribunal de Contas do Município (TCM).
Agora, o lance mínimo caiu para apenas R$ 53,7 milhões. Quem ganhar a concessão tem que pagar ainda 12,5% da receita operacional bruta, não podendo ser menos que R$ 10 milhões por ano, segundo o edital.
O vencedor do leilão terá como responsabilidade a revitalização e modernização do complexo, a requalificação do Pavilhão de Exposições e reformas e melhorias no Sambódromo e no Palácio das Convenções. A abertura das propostas está marcada para o dia 6 de novembro.
Leilão do Anhembi não teve interessados
Leilão de agosto
Considerado um dos mais importantes leilões do programa de desestatização da Prefeitura de São Paulo, a oferta do Complexo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo, em 14 de agosto de 2019 não apresentou nenhuma empresa interessada.
A administração municipal considerou que o preço afugentou os possíveis compradores. Por determinação do Tribunal de Contas do Município (TCM), o lance mínimo era de R$ 1,45 bilhão.
O Complexo do Anhembi possui 400 mil metros quadrados, divididos entre Sambódromo, Pavilhão de Exposições e Palácio das Convenções. O espaço conta com estacionamento com capacidade para 6,5 mil vagas.
Legado do ex-prefeito João Doria (PSDB), o projeto de privatização do Anhembi foi aprovado pela Câmara Municipal em 5 de dezembro de 2017 e sancionado 15 dias depois. Em maio de 2018, os vereadores aprovaram a lei que define as regras construtivas do Complexo.
Sambódromo do Anhembi
TV Globo/Reprodução
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Prefeitura de SP volta a oferecer o complexo do Anhembi à iniciativa privada; lance mínimo cai de R$ 1,45 bilhão para R$ 53,7 milhões
