Com mais de 4,6 mil casos de Covid-19, Rio Claro registra queda nas confirmações diárias


Apesar da desaceleração, número de mortes tem aumentado e chega a 135 até agora. Com mais de 4,6 mil casos de Covid-19, Rio Claro registra queda nas confirmações diárias
Ronaldo Oliveira/EPTV
Com mais de 4,6 mil casos de Covid-19, Rio Claro (SP) chegou a registrar em média 80 casos por dia no auge da pandemia. Passados seis meses do primeiro registro da doença na cidade, os índices diários de pessoas infectadas caíram. O número de mortes, entretanto, tem aumentado e chega a 135 até agora, o maior índice na região.
Com maior número de infectados na região, Rio Claro tem queda nas confirmações diárias
Para o professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Eduardo Kokubun, houve uma desaceleração da transmissão da doença na cidade, mas isso não significa que a população deve relaxar nos cuidados de prevenção à doença.
“Por dia, temos mais casos do que quando entramos na fase laranja do Plano São Paulo, então não dá para dizer que estamos controlados. Estamos conseguindo reduzir o número de casos, mas o que preocupa bastante é que o número de óbitos subiu bastante, foram 13 em uma única semana”, ressaltou o professor integrante de uma comissão formada na universidade que tem acompanhado os casos desde o inicio da pandemia.
Contaminação
Estudo da Unesp mostrou que a faixa etária com mais contaminação é a dos 20 aos 59 anos (79,1%)
Reprodução/EPTV
Um estudo da Unesp mostrou que a faixa etária com mais contaminação é a dos 20 aos 59 anos (79,1%), seguida por 60 a 99 anos (14,6%) e 0 a 19 anos (6,3).
Já em relação às mortes, o maior índice está na faixa etária que vai dos 60 aos 99 anos (74,8%), segundo pela faixa dos 20 a 59 anos (24,4%) e 0 a 19 anos (0,85).
“Quem circula são os mais jovens, mas as piores consequências ficam com os mais idosos. Com a flexibilização, a circulação de pessoas aumenta, sobretudo mais jovem, e por duas razões: ou para socializar ou por causa do trabalho”, disse o professor.
O advogado Vitor Denipoti contraiu a Covid-19 no ambiente de trabalho em Rio Claro
Reprodução/EPTV
O advogado Vitor Denipoti contraiu a Covid-19 no ambiente de trabalho. Ele teve sintomas leves, mas o pai ficou com sequelas no pulmão. O advogado faz um apelo para que as pessoas tomem cuidado, já que algumas acham que tudo voltou ao normal.
“Não interprete a flexibilização das regras de distanciamento social como uma deixa para a retomada de antigos hábitos que hoje são incompatíveis com a realidade que nos foi imposta pelo vírus”, disse.
Família infectada
Novo coronavírus contaminou todos da família em Rio Claro
Ronaldo Oliveira/EPTV
O funcionário público Edinaldo Mangueira da Silva viu os familiares mais próximos infectados pela doença. Ele foi o primeiro a sentir os efeitos. Apesar dos sintomas leves, ainda está abalado emocionalmente.
“O pós pode ser até pior porque sai a doença e entra o medo, mexe muito com a cabeça das pessoas. A nossa família não acredita até hoje que saiu dessa situação”, disse.
A mulher dele, a bancária Sirlene Rosa de Oliveira, teve complicações mais sérias. “Comecei com febre, tomei antibiótico, todos os medicamentos, mas não cortava a febre. Fiquei muito fraca, não tinha vontade de comer, perdi o paladar, não conseguia levantar do sofá”, relembrou ela, que ficou com 40% do pulmão comprometido.
Idoso de 82 anos ficou 13 dias internado em Rio Claro e conseguiu vencer a doença
Reprodução/EPTV
A estudante Giovanna de Oliveira da Silva contou que, de todos, o avô de 82 anos foi quem ficou pior. Foram 13 anos de internação no hospital e por pouco não foi parar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele perdeu 13 quilos e ficou com o sistema neurológico afetado.
“Não é brincadeira, a gente que tomou todas as precauções acabou pegando. Então é usar máscara, evitar proximidade, usar álcool em gel, fazer o máximo de higienização que puder porque a gente nunca sabe de onde o vírus virá e quando vem é arrasador”, disse.
Medidas
A médica infectologista Suzi Berbert de Souza explicou que, manter o isolamento social, fazer a higienização das mãos e usar máscaras é o mínimo que a população deve fazer para evitar mais casos de Covid-19.
“A gente vê o que está acontecendo na Europa. A gente pode viver a segunda onda da doença sem ter terminado a primeira. Teve uma decréscimo de número de casos, mas isso parou. A gente continua tendo casos e o vírus continua circulando e os casos infelizmente muito deles graves e os óbitos se acumulando”, alertou a infectologista.
Médica infectologista diz que população deve manter os cuidados para evitar a doença
Ronaldo Oliveira/EPTV
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By Midia ABC

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