
Além da falta de chuva, que não ‘aparece’ há mais de 100 dias na região noroeste paulista, municípios registraram temperaturas acima dos 40ºC. Represa de sítio secou totalmente em José Bonifácio
Reprodução/TV TEM
A severa estiagem que atinge a região noroeste paulista há mais de 100 dias está secando rios e córregos e obrigando municípios a adotarem racionamento de água.
A estiagem também baixou a vazão de várias nascentes e córregos. A régua que mede o nível de água do rio Turvo, um dos principais rios do interior de São Paulo, já chegou a zero. No córrego Barra Grande, afluente do rio Preto, o nível também recuou.
Morador mostra nível baixo do rio Turvo no interior de São Paulo
Reprodução/TV TEM
Em uma fazenda de José Bonifácio, onde antes era uma represa, atualmente é possível caminhar sem molhar os pés.
“É uma tristeza muito grande, porque conhecer isso aqui, do jeito que a gente conheceu, essa água em cima dos barrancos, e agora ver uma situação dessa, não tem jeito”, afirma o pecuarista Sérgio Firmino do Amaral.
Em São José do Rio Preto, a falta de chuva fez aparecer no meio da Represa Municipal, responsável por abastecer 25% do município, bancos de areia que antes ficavam submersos.
Com o nível abaixo do ideal, pelo menos 80 mil moradores já enfrentam racionamento de água, das 13h às 20h. A situação está obrigando comerciantes a se adaptarem para continuar atendendo os clientes.
“Todos os dias a funcionária chega cedo e armazena água. Em seguida, começa a fazer o processo, a fazer a comida”, diz o Vander Rodrigues, dono de um restaurante.
Cidades do interior paulista fazem racionamento de água por causa da seca
A mais de 400 quilômetros de Rio Preto, Sorocaba também enfrenta racionamento de água. Pelo menos 50 mil moradores são afetados diariamente pela medida.
“Vamos lavando aos poucos. Quando chega a água, a gente vai para louça, senão acaba da caixa d´água. A gente usa bem pouco, damos descarga com um balde”, afirma a dona de casa, Ana Paula Pedrotti Membrive.
Em Salto de Pirapora, o nível da água de uma pedreira abaixou, revelando 15 casos carros e uma moto que estavam submersos. Os veículos passaram por perícia, mas a polícia acredita que tenham sido descartados pelo golpe do seguro.
Carros aparecem em lago de antiga pedreira de Salto de Pirapora
Germano Schonfelder/Arquivo Pessoal
Rio (Preto) 40ºC
Além da seca, as altas temperaturas e a baixa umidade do ar castigam o interior de São Paulo. Em Rio Preto, a temperatura ultrapassou os 40ºC nesta semana, de acordo com medições feitas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
“Está muito quente, insuportável, parece que a gente está dentro de um forno, bem quente mesmo”, diz a dona de casa, Cristiele Martins.
Pereira Barreto, por exemplo, registrou, essa semana, 43,9 ºC, a maior marca alta dos últimos 29 anos, desde quando a Universidade Estadual Paulista (Unesp) começou a fazer o monitoramento na cidade. Em Araçatuba, os termômetros marcaram 42 ºC.
Cidades da região noroeste paulista registram temperatura cima dos 40ºC
Reprodução/TV TEM
Veja mais notícias da região em G1 Rio Preto e Araçatuba
VIDEOS: TEM Notícias Rio Preto deste sábado, 3
Longa estiagem baixa nível de rios e provoca racionamento de água em cidades paulistas
